Ministros de Israel e da ANP fazem 1ª reunião desde posse de Netanyahu

Jerusalém, 2 set (EFE).- O ministro de Cooperação Regional de Israel, Silvan Shalom, e o de Economia palestino, Basam Jury, participaram hoje, em Jerusalém, do primeiro encontro entre representantes de ambos os Governos desde a chegada de Benjamin Netanyahu à chefia do Executivo israelense.

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A reunião também é a primeira desde o boicote anunciado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que exige que Netanyahu suspenda a construção de colônias israelenses antes de qualquer diálogo.

No encontro, além do alívio das medidas restritivas impostas por Israel à população palestina, especialmente a empresários e a personalidades de destaque, foi debatido o fomento às exportações de carne à Cisjordânia.

Segundo fontes oficiais israelenses, foi abordada a possibilidade de um maior número de palestinos receber tratamento médico em Israel.

Por sua vez, fontes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) classificaram o encontro como uma "reunião basicamente de sobrevivência". Além disso, disseram que "o Ministério da Economia provavelmente foi o que mais sofreu com as políticas de Israel".

"Se não tivermos permissão para que os empresários invistam, não conseguiremos criar trabalho", frisaram representantes da organização.

A OLP também minimizou a importância do encontro e o desvinculou de todo processo político com Israel: "O Governo (palestino) não dá grande importância a este encontro".

Entre as autoridades presentes, entretanto, o clima foi mais amistoso e otimista. Antes de se sentarem à mesa para conversar, os ministros israelense e palestino apertaram as mãos.

"Estou contente pelo fato de os palestinos terem entendido que o boicote ao diálogo com Israel só lhes prejudica", declarou Shalom antes da reunião.

"No passado, já disse que nosso objetivo é conseguir uma paz econômica, e esta não impede o diálogo político, mas ajuda a impulsioná-lo", acrescentou.

O conceito de "paz econômica" foi concebido por Netanyahu antes das eleições de fevereiro, como fórmula de reconciliação com os palestinos, mas estes a rejeitaram plenamente por não incluir um horizonte político claro que conduza à independência. EFE elb/dm/sc

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