Ministros de Desenvolvimento da UE debaterão apoio ao Haiti

Bruxelas, 14 jan (EFE).- Os ministros de Desenvolvimento da União Europeia se reunirão na próxima segunda-feira para definir a estratégia de ajuda ao Haiti no médio prazo, após o terremoto que devastou o país, como anunciou hoje a alta representante para a Política Externa da União Europeia, Catherine Ashton.

EFE |

Ashton convocou a reunião depois de conversar com o ministro espanhol de Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, segundo indicaram fontes comunitárias.

Encarregada de coordenar os esforços europeus para ajudar o Haiti, a chefe da diplomacia europeia cedeu à Presidência da reunião à Espanha, como presidente rotativo da União.

Concretamente, a secretária espanhola de Cooperação Internacional, Soraya Rodríguez, estará à frente da reunião.

Ashton assinalou durante uma entrevista coletiva a importância de os ministros europeus "terem uma oportunidade de discutir em breve" as próximas medidas de assistência ao país caribenho, assim como de "compartilhar informação".

"É importante à coordenação entre todos os sócios comunitários", sentenciou, e acrescentou que os analistas em ajuda humanitária da Comissão Europeia estão já no terreno para analisar quais serão as necessidades do Haiti.

A política britânica expressou sua "gratidão" ao presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, que "se comprometeu profundamente" com a coordenação da ajuda, assim como a Moratinos e a titular da Defesa, Carme Chacón, que estava hoje em Bruxelas para tratar de assuntos da Presidência espanhola relacionados com seu ministério.

Perguntada pela situação das pessoas que trabalham na delegação da UE em Porto Príncipe, Ashton disse que ontem havia "dois espanhóis desaparecidos", dos quais um deles foi localizado, "mas ainda falta uma pessoa ser encontrada e esta é nossa responsabilidade", apontou.

"Encontramos a maioria das pessoas da delegação, mas ainda há muitos cidadãos que estão desaparecidos, e isto, por enquanto, está sendo uma tarefa difícil", afirmou.

Ashton confirmou hoje a Chacón que seguem tentando encontrar a funcionária espanhola Pilar Juárez da Comissão Europeia, que está desaparecida desde o terremoto.

Também se referiu ao fato do embaixador espanhol no Haiti ter ficado ferido depois da destruição de sua residência, da mesma forma que a sede da sede da embaixada francesa.

A representante europeia descartou ainda o envio de militares à região após conversar hoje com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e defendeu canalizar a ajuda europeia por outras vias.

Indicou que a UE está coordenando os esforços com os Estados Unidos, país que anunciou o envio de um grande contingente militar, incluindo um porta-aviões, para socorrer à nação caribenha após o forte terremoto que sofreu na terça-feira.

"O terremoto de 7 graus na escala Richter ocorreu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE rja/dm

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