Tóquio, 15 jun (EFE).- Os ministros de Ciência e Tecnologia do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais desenvolvidos e a Rússia) decidiram hoje que colaborarão entre si e com os países em desenvolvimento frente a desafios globais como a mudança climática e o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.

Os representantes do Japão, EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Rússia e União Européia participaram hoje de uma reunião em nível ministerial de um dia em Nago, no Japão, presidida pelo ministro de Ciência e Tecnologia japonês, Fumio Kishida.

"Organizamos o primeiro encontro ministerial (do G8) no campo de ciência e tecnologia, que é muito importante para resolver as questões globais, e fomos capazes de chegar a acordos", disse Kishida, em entrevista coletiva no final da cúpula.

A geração de energia limpa foi um dos temas mais importantes da reunião, na qual se destacou a necessidade de promover o desenvolvimento de uma nova geração de tecnologia para a fabricação dos biocombustíveis do futuro.

Os ministros evitaram assim a utilização de materiais "não comestíveis" para prevenir a possível escassez de alimentos, segundo Kishida.

O ministro japonês disse também que os representantes do G8 destacaram a importância da inovação tecnológica para uma sociedade de baixas emissões de carbono, segundo a agência local de notícias "Kyodo".

Além disso, os ministros decidiram reforçar em seus países a pesquisa e o desenvolvimento das tecnologias capazes de gerar energias mais limpas e compartilhar mais informação a respeito entre eles.

Segundo Kishida, os membros do G8 se comprometeram a promover seus avanços no campo da ciência e da tecnologia com os países em desenvolvimento, especialmente com os africanos.

Além disso, os países mais industrializados decidiram que reforçarão sua cooperação internacional para compartilhar grandes instalações, nas quais promoverão a pesquisa e o desenvolvimento de seus recursos tecnológicos, segundo a "Kyodo".

A reunião também contou com a presença de ministros de algumas das economias emergentes mais importantes, como Brasil, México, China, Índia, África do Sul e Coréia do Sul, para ressaltar a importância da colaboração entre países desenvolvidos e em desenvolvimento na solução dos problemas globais.

Nesta linha, todos os participantes decidiram que voltarão a se reunir, em Washington, em setembro ou outubro, segundo a agência local de notícias. EFE icr/an

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