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Ministros da UE alertam sobre catástrofe humanitária na RDC

Bruxelas, 10 nov (EFE).- Vários ministros de Assuntos Exteriores da União Européia (UE) advertiram hoje sobre o risco de uma catástrofe humanitária no leste da República Democrática do Congo (RDC), devido aos enfrentamentos entre os rebeldes tutsis do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP) e as milícias pró-governo.

EFE |

"A situação humanitária é francamente desastrosa", reconheceu o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, que insistiu na necessidade de "uma solução política".

Kouchner, cujo país exerce a Presidência rotativa da UE, lembrou que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu ontem mais três mil soldados para a missão da ONU no país africano.

Os chanceleres europeus também condenaram "firmemente" as violações "inaceitáveis" dos direitos humanos, entre elas as abusos sexuais e o recrutamento de menores de idade como soldados.

Para o ministro de Luxemburgo, Jean Asselborn, a RDC "é agora o problema mais crucial". Segundo ele, se nada for feito, há o risco de uma catástrofe como a dos anos 90, quando diferentes enfrentamentos civis pelo poder deixaram cerca de quatro milhões de mortos.

Asselborn afirmou que a UE poderia enviar mais tropas, especialmente para tarefas logísticas e humanitárias, mas que a prioridade é que a Monuc reforce seu papel.

Os ministros concordaram hoje que a ONU deve aprovar um novo mandato que reforce a capacidade de ação de sua missão, para a qual os europeus dariam mais apoio.

O Conselho de Ministros da UE pediu, em um documento de conclusões aprovado hoje, que todas as partes envolvidas respeitem o cessar-fogo no leste do país africano e alcancem uma solução política como única forma de conseguir uma estabilidade duradoura na região.

Para o comissário de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária da UE, Louis Michel, "a Europa já faz muito" no país africano, por isso que a prioridade agora é apoiar o cessar-fogo e iniciar mecanismos que garantam a separação dos combatentes. EFE rcf/ab/rr

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