Ministros da Otan discutirão como responder à atuação russa na Geórgia

Bruxelas, 17 ago (EFE).- Os ministros de Assuntos Exteriores dos 26 países-membros da Otan realizam na terça-feira uma reunião extraordinária para analisar a crise da Geórgia e decidir como responder à atuação russa.

EFE |

Depois do encontro mantido na terça-feira passada pelos embaixadores perante a Aliança, no qual tiveram a oportunidade de escutar as explicações de uma delegação georgiana, Estados Unidos solicitaram a convocação de uma reunião de ministros.

Nos últimos dias, Washington criticou com dureza a agressividade das tropas russas na Geórgia, cujo Governo é um aliado-chave dos EUA, e reiterou que as regiões da Ossétia do Sul e a Abkházia devem ficar sob controle de Tbilisi.

O Governo de George Bush considera que, com a invasão da Geórgia, Moscou semeou dúvidas sobre o papel que pretende desempenhar na cena internacional, em alusão a suas aspirações de se integrar na Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento na Europa (OCDE).

Mas embora os outros membros da Otan concordam em condenar o uso excessivo da força por parte de Moscou e insistem em que suas tropas devem voltar às posições que tinham antes do início das hostilidades, nem todos compartilham com os EUA a conveniência de buscar o confronto direto com a Rússia.

As divergências a este respeito entre os países europeus já ficaram de manifesto na semana passada, no Conselho extraordinário de ministros de Exteriores da UE.

Enquanto isso, o Reino Unido considerou que os 27 devem revisar sua relação com a Rússia e questionou, inclusive, a conveniência de continuar negociando um novo acordo de associação com Moscou, outros Estados-membros, como a França e Alemanha, deixaram claro que não é o momento para esse tipo de decisões.

No cenário das relações entre a UE e a Rússia sempre está a questão energética, visto que Moscou é o principal fornecedor de petróleo e gás para o Velho Continente.

O chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner, cujo país preside este semestre a UE e que desempenhou um ativo papel, junto a seu presidente, Nicolas Sarkozy, na consecução do acordo de paz entre Rússia e Geórgia, incidiu em que agora a prioridade é pôr fim aos combates e atender as vítimas.

Kouchner recusou, como seus colegas finlandês e luxemburguês, assumir o papel de juiz para assinalar "quem foi bom e quem foi mau" neste conflito.

Também o ministro alemão, Peer Steinmeier, apostou por uma comunicação fluente com Moscou e ressaltou que a UE deve contribuir para aumentar a estabilidade na região do Cáucaso, mas não "sem ou contra a Rússia, mas com a Rússia". EFE epn/ma

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