Ministros da França e Grã-Bretanha vão ao Congo para tentar paz

Por Joe Bavier KINSHASA (Reuters) - Os ministros das Relações Exteriores da França e da Grã-Bretanha voaram neste sábado para a República Democrática do Congo em uma missão da União Européia para tentar assegurar a paz no leste do país e ajudar dezenas de milhares de civis a fugirem do conflito na nação africana.

Reuters |

O chanceler francês, Bernard Kouchner, e o Secretário das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, David Miliband, devem se encontrar com o presidente Joseph Kabila em Kinshasa e viajar para a cidade de Goma, ameaçada por uma ofensiva de rebeldes tutsis esta semana.

Os ataques de combatentes leais ao líder rebelde, general Laurent Nkunda, e as subseqüentes mortes e saques por tropas do exército congolês fizeram centenas de famílias deixarem suas casas na província de Kivu do Norte, na fronteira com Ruanda.

Temendo mais violência, os refugiados civis procuram abrigo, água e comida. Trabalhadores de ajuda humanitária dizem que a situação é catastrófica.

Há três dias, Nkunda declarou um cessar-fogo após seus rebeldes terem batalhado pelos portões de Goma, forçando o recuo do exército congolês e de tropas de manutenção da paz da ONU (Organização das Nações Unidas). Autoridades da entidade disseram que essa trégua é frágil.

Kouchner, cujo país detêm atualmente a presidência rotativa da UE, e Miliband devem analisar a possibilidade da ida de ajuda humanitária por via aérea para Kivu do Norte, com a proteção de tropas da UE no solo.

Os dois ministros europeus viajarão depois para Ruanda para conversas com o presidente Paul Kagame.

Congo e Ruanda acusam-se mutuamente de apoiar grupos rebeldes envolvidos nos episódios de violência.

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