México, 1º ago (EFE).- Mais de 30 ministros da Saúde e da Educação de vários países da América Latina e do Caribe se reuniram hoje no México para promover políticas públicas para prevenir a expansão do HIV/aids e impulsionar uma educação sexual integral.

A 1ª Reunião de Ministros de ambas as pastas, realizada sob o lema de "Prevenir com educação", terminará hoje com a adoção de uma declaração sobre a qual há um amplo consenso.

O encontro ministerial procura fortalecer a promoção da saúde sexual e das estratégias de educação nesta matéria, assim como apresentar uma perspectiva ampla sobre o assunto, que inclua "aspectos biológicos, éticos, afetivos, sociais, culturais, de gênero e, sobretudo, a diversidade de orientações e identidades sexuais", segundo uma minuta da declaração.

Os Governos representados esperam reduzir em 75% o número de escolas que não ministrem aulas sobre este assunto na região para que crianças e jovens conheçam melhor sua sexualidade baseando-se nas "melhores evidências científicas disponíveis", aponta o texto.

Um dos propósitos dos ministros é que para 2015 todos os programas de formação e atualização de magistério tenham incorporado conteúdos de educação integral em sexualidade.

O ministro da Saúde do México, José Ángel Córdova, lembrou que a prevenção "é a pedra fundamental" nas ações desenvolvidas pelos Governos contra o vírus da imunodeficiência em uma região com diferentes "níveis de amadurecimento" na hora de enfrentar a epidemia.

A diretora-executiva do Fundo Mundial de População das Nações Unidas (UNFPA), Thoraya Ahmed Obaid, afirmou que a educação sexual e a prevenção do HIV atuam como uma espécie de "vacina social" perante uma epidemia que já afeta 1,93 milhão de pessoas na América Latina e no Caribe.

"Sem uma vacina médica a nossa disposição, é imperativo promover a vacina educativa de um modo sistemático", disse Obaid.

Os resultados da reunião serão utilizados na próxima Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado prevista para outubro em El Salvador, e na 5ª Cúpula das Américas de abril de 2009 em Port of Spain, em Trinidad e Tobago. EFE act/bm/rr

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