Ministros árabes condenam ordem de detenção do TPI a líder sudanês

Cairo, 28 mar (EFE).- Ministros árabes reunidos hoje no Catar pediram solidariedade regional para com o presidente sudanês, Omar al-Bashir, perante a ordem de detenção emitida contra ele pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).

EFE |

Os titulares ressaltaram também os riscos existentes para a paz na região de Darfur, no Sudão, por causa dessa decisão.

"Todos devem respaldar o Sudão nos perigos que enfrenta", afirmou o ministro das Relações Exteriores sírio, Walid al-Mouallem, na abertura de uma reunião preparatória às cúpulas que serão realizadas em Doha, capital do Catar, na segunda e terça-feira.

Os chefes de Estado da Liga Árabe realizarão nesses dois dias sua reunião anual e participarão, na terça-feira, da 2ª Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa) para dar seguimento à iniciativa implementada no Brasil em 2005.

"A realização da cúpula de Doha é uma oportunidade para se solidarizar com o Sudão", afirmou Mouallem no discurso de abertura da reunião ministerial, transmitido pela emissora catariana "Al Jazira".

Em 4 de março, o TPI, com sede em Haia, ordenou a detenção de Bashir por crimes de guerra e de lesa-humanidade devido a seu papel no conflito de Darfur, que começou em 2003 e que deixou 300 mil mortos.

Entre os membros da Liga Árabe, só Jordânia, Djibuti e Comores são signatários do Estatuto de Roma, que levou à criação do TPI e que, por isso, estariam obrigados a cumprir a ordem de detenção do presidente sudanês.

Ao falar sobre a questão na reunião inaugurada em Doha, o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, acusou o tribunal internacional de adotar uma política "de dois pesos e duas medidas" por perseguir Bashir e não outros presidentes de países envolvidos em outros conflitos. EFE aj/db

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