Ministro se lança à corrida pelo Governo alemão

(corrige título). Berlim, 19 abr (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, anunciou hoje que participará da corrida pela Chancelaria como candidato do Partido Social Democrata (SPD), com um desafio à Angela Merkel e também às pesquisas, que preveem a reeleição da atual chefe de Governo.

EFE |

"Quero ser chanceler", afirmou Steinmeier ao apresentar perante milhares de seguidores em Berlim o programa eleitoral aprovado no sábado pela cúpula do SPD.

"Quem tem o melhor programa e quer implementar a melhor política deve governar. Quero fazer isso", ressaltou.

A apresentação do programa tinha sido pensada como um ato a partir do qual lançar uma mensagem de confiança perante a sucessão de eleições que abrirão as européias em junho, às quais seguirão várias votações regionais para terminar com o pleito geral de 27 de setembro.

Steinmeier compareceu no comício pré-eleitoral recebido pelo Estado-Maior do partido, liderada pelo presidente da legenda, Franz Müntefering, e por vários titulares do Governo Merkel.

As pesquisas, no entanto, apontam a reeleição de Merkel, com 35%, para a União Democrata-Cristã (CDU), legenda a qual preside, e para a aliada União Social-Cristã da Baviera (CSU), contra 24% do SPD.

O Partido Liberal (FDP), aliado natural do SPD, receberia 16% dos votos.

Steinmeier, vice-chanceler de Merkel, não só aparece atrás nas pesquisas, mas também rejeita fazer aliança com a Esquerda, partido que reúne os pós-comunistas e a dissidência do SPD liderada por Oskar Lafontaine, inimigo declarado de tudo o que leve o selo do ex-chanceler Gerhard Schröder.

A Esquerda, por enquanto, tem 11%, enquanto os Verdes, aliados de Governo com Schröder, ficariam com 10%. No entanto, o SPD descarta qualquer colaboração em nível federal com essa legenda pelo menos até 2013, conforme expressou a cúpula socialdemocrata ao aprovar o programa.

Steinmeier conseguiu que o programa fosse aprovado por unanimidade, apesar de não incluir a instauração do imposto sobre o patrimônio, como exigia a ala esquerda. O documento ainda precisa ser ratificado pelas bases em um congresso em 14 de junho. EFE gc/db

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