Ministro russo diz que Otan não tirou lições dos eventos no Cáucaso

Moscou, 10 set (EFE).- O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, declarou hoje que o desejo dos Estados Unidos e de outros países da Otan de rearmar a Geórgia mostra que não se tirou nenhuma lição dos últimos eventos no Cáucaso.

EFE |

Em entrevista coletiva no final de suas conversas com seu colega sul-coreano, Yu Myung-hwan, o chefe da diplomacia russa afirmou que nos dois últimos anos a Rússia advertiu de forma reiterada aos EUA do perigo que representa armar o "regime de Tbilisi".

O ministro de Relações Exteriores da Rússia afirmou que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que os EUA jamais permitiriam que a Geórgia usasse a força na Ossétia do Sul ou na Abkházia e que, se isto chegasse a acontecer, as portas da Otan se fechariam para este país.

"A Geórgia usou o armamento que recebeu do exterior para criar uma guerra com pessoas que (o presidente georgiano) Mikhail Saakashvili considerava seus cidadãos", declarou Lavrov.

Atualmente, acrescentou, "não apenas os EUA, mas também outros países da Otan querem se ocupar do restabelecimento das capacidades militares da Geórgia".

"Isto significa que não se extraiu nenhuma lição dos últimos eventos", declarou.

Lavrov afirmou que a retirada das tropas russas do território georgiano contíguo à Ossétia do Sul começará apenas depois que ali seja posicionada a missão de observadores da União Europa (UE) que deverá ter pelo menos 200 membros.

Lembrou que, segundo o plano de acerto estipulado pelos presidentes da Rússia, Dmitri Medvedev, e da França, Nicolas Sarkozy, a UE deve completar o posicionamento de seus observadores para o dia primeiro de outubro, após o que Moscou retirará suas tropas em um prazo de dez dias.

A retirada das forças russas posicionadas entre as localidades georgianas de Senaki e Poti, próximas da Abkházia, se completará antes do próximo dia 15, acrescentou Lavrov.

Ele foi categórico ao afirmou que o plano de acerto não inclui o envio de observadores da UE à Abkházia e à Ossétia do Sul, cujas independências foram reconhecidas pela Rússia.

Além disso, Lavrov disse que o mandato das missões de observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e para a ONU na Abkházia e na Ossétia do Sul deve ser estipulado com as autoridades destas localidades. EFE bsi/fal

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