Ministro russo diz que operação terminou porque objetivos foram alcançados

Moscou, 13 ago (EFE).- A operação militar russa na Geórgia terminou porque conseguiu os objetivos colocados, e não por causa das exigências do presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, disse hoje o ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov.

O chefe da diplomacia russa também considerou "sem fundamento" as declarações de Washington de que "Moscou é parte do conflito e, portanto, não pode cumprir a missão pacificadora".

"Esta missão não pode ser colocada em questão, está sendo cumprida e continuará sendo", disse o titular, ao comentar as declarações do porta-voz do Departamento de Estado americano, Matthew Bryza, que acusou a Rússia de ter cometido uma agressão contra a Geórgia.

Segundo ele, os seis princípios de regra, estipulados ontem pelos presidentes da Rússia, Dmitri Medvedev, e da França, Nicolas Sarkozy, "ao contrário, reiteram o papel da Rússia como pacificador".

Também colocou em dúvida as palavras do presidente francês de que a Europa "certamente" está disposta a participar da missão de paz no Cáucaso.

"Qualquer um pode querer alguma coisa. Outra coisa é que os georgianos o bombardeiem, que bombardeiem os bairros residenciais", disse.

Segundo ele, as únicas mudanças na composição das forças de paz, que inicialmente eram formadas por um batalhão russo, um georgiano e outro da Ossétia do Sul, é que os georgianos "que dispararam contra seus companheiros não poderão continuar nelas".

O acordo pactuado por Sarkozy e Medvedev estipula a renúncia ao uso da força, o fim definitivo de todas as ações militares, o livre acesso à ajuda humanitária e o retorno das Forças Armadas da Geórgia a seus locais freqüentes.

Além disso, as tropas russas serão retiradas à linha que existia antes da explosão do conflito, mas poderão tomar medidas de segurança adicionais até a criação dos correspondentes mecanismos internacionais.

Por último, ressalta a necessidade de determinar as medidas que garantam a segurança das separatistas Ossétia do Sul e Abkházia.

Lavrov diminuiu importância a que no final fosse retirada a menção de abrir um "debate internacional sobre o futuro status" das regiões separatistas georgianas da Ossétia do Sul e Abkházia. EFE mb/an

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