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Ministro russo confirma bases militares na Abkházia e Ossétia do Sul

Moscou, 18 set (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, confirmou hoje que seu país colocará bases militares na Ossétia do Sul e na Abkházia, regiões georgianas que Moscou reconhece como Estados independentes.

EFE |

"Tudo o que ocorre dentro da Ossétia do Sul e da Abkházia não tem nada a ver com a atividade pacificadora", disse Lavrov, citado pela agência "Interfax", em declarações a um grupo de jornalistas nos corredores do Conselho da Federação (Câmara Alta russa).

Acrescentou que "ali (na Ossétia do Sul e a Abkházia), depois do reconhecimento dessas repúblicas, serão criadas bases militares onde serão posicionados contingentes militares da Federação da Rússia, em resposta ao pedido direto das autoridades legitimamente escolhidas desses dois Estados soberanos".

Antes, o ministro da Defesa russo, Anatoli Serdiukov, tinha anunciado que Moscou colocaria um total de 3.800 efetivos em cada uma dessas regiões georgianas, que foram reconhecidas como Estados independentes apenas pela Rússia e Nicarágua.

Em um discurso hoje perante os membros do Senado, Lavrov afirmou que o reconhecimento das independências da Abkházia e da Ossétia do Sul não são um precedente para a solução de outros conflitos no espaço pós-soviético, como o de Nagorno-Karabakh e Transnístria.

"A Rússia contribuirá ativamente para a solução pacífica de todos os conflitos no espaço da Comunidade dos Estados Independentes com base no direito internacional e no respeito de todos os princípios da Carta da ONU", disse.

Ressaltou que Moscou cumprirá plenamente e com responsabilidade sua missão mediadora, e que isso se refere também à região separatista moldávia da Transnístria e a Nagorno Karabakh, enclave armênio em território do Azerbaijão.

"Em todas as partes existem particularidades, formatos e mecanismos de negociação próprios. Mas a crise na Ossétia do Sul não cria para eles (Transnístria e Nagorno Karabakh) nenhum precedente", disse Lavrov, citado pela agência oficial "RIA Novosti". EFE bsi/an

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