Ministro pede que TPI investigue bombardeio contra as Farc no Equador

Quito, 12 jul (EFE).- O ministro equatoriano de Segurança Interna e Externa, Miguel Carvajal, disse que se o presidente Rafael Correa tiver que enfrentar um processo no Tribunal Penal Internacional (TPI), a responsabilidade da Colômbia no bombardeio ao acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em seu país deve ser investigada.

EFE |

Esta semana, um grupo de advogados apresentou um pedido de processo contra Correa, à Procuradoria da Colômbia, por supostas ligações de seu Governo com as Farc e anunciou que o denunciará ao TPI pelo crime de "terrorismo internacional".

O jurista Abelardo de la Espriella disse à televisão colombiana que a denúncia também inclui o ex-ministro de Segurança Interna e Externa Gustavo Larrea e o ex-subsecretário de Governo José Ignacio Chauvín e que eles devem ser processados pelo mesmo crime.

Carvajal assegurou que "o Governo Nacional não retirará o processo", se ele entrar em curso, de acordo com o site da Presidência.

Confirmou também que "se a Procuradoria da Colômbia aceitar o processo e se um requerimento for enviado a Haia, nós nos defenderemos e, além disso, pediremos a investigação dos supostos vínculos, pelos quais não temos nenhuma preocupação, porque quem nada deve nada teme".

Acrescentou que o TPI também deverá investigar as responsabilidades de todos no bombardeio do Exército colombiano a um acampamento das Farc no Equador, pelas mortes, pela violação da soberania territorial equatoriana e pela violação de direitos humanos de pessoas como o equatoriano Franklin Aisalla.

Aisalla, e o porta-voz internacional das Farc, conhecido como "Raúl Reyes", estão entre as pelo menos 26 pessoas que morreram no bombardeio militar colombiano no dia 1º de março de 2008, em um acampamento em Angostura, no Equador.

Carvajal reiterou que o Governo do Equador tem todo o direito de se defender, mas também terá todo o direito a exigir uma investigação plena que vincula não somente as pessoas que operaram em Angostura, mas os responsáveis políticos da operação. EFE sm/pd

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