Ministro norte-coreano viaja à China, diz agência oficial

Seul, 15 dez (EFE).- O ministro de Segurança da Coreia do Norte, Ju Sang-song, viajou hoje à China, informou a agência estatal norte-coreana KCNA, na primeira visita oficial ao exterior de um titular desta pasta nos últimos 15 anos.

EFE |

"A delegação, liderada por Ju Sang-song, chefe do Ministério de Segurança norte-coreano, partiu hoje de Pyongyang de avião para visitar a China", afirmou a "KCNA", sem oferecer mais informações sobre o objetivo ou a duração da viagem do ministro norte-coreano, que ocupa cargo equivalente ao de chefe da Polícia em outros países.

Esta é a primeira viagem de um responsável de segurança da Coreia do Norte em 15 anos e também desde que o atual líder norte-coreano, Kim Jong-il, assumiu o cargo, em 1998, o que gerou especulações sobre o objetivo desta visita surpresa.

Em junho de 2005, Ju viajou à Rússia para estabelecer um acordo com as autoridades locais em cooperação contra o crime organizado e o tráfico de drogas.

A viagem do ministro norte-coreano aconteceu depois que o enviado especial americano, Stephen Bosworth, terminou na semana passada uma visita de três dias à Coreia do Norte para tentar conseguir uma retomada do diálogo multilateral sobre o desarmamento nuclear de Pyongyang.

Durante a visita, Coreia do Norte e EUA compartilharam um "entendimento comum" sobre a necessidade de retomar as negociações multilaterais, mas não definiram uma agenda.

A agência sul-coreana "Yonhap" informou hoje que Bosworth transmitiu às autoridades de Pyongyang o receio dos EUA sobre o programa norte-coreano de enriquecimento de urânio, depois que o regime de Kim Jong-il anunciou, em setembro, que está na última fase do processo para enriquecer este material.

Essa informação foi passada hoje pelo negociador sul-coreano no diálogo nuclear, Wi Sung-lac, durante um encontro com parlamentares da Coreia do Sul, afirmou a "Yonhap".

As negociações a seis lados contam com a participação da Coreia do Norte, EUA, China, Coreia do Sul, Rússia e Japão. EFE ce-mic/an

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