Ministro nega que talibãs tenham retomado 72% do Afeganistão

Bruxelas, 9 dez (EFE) - O ministro do Interior afegão, Mohamad Hanif Atmar, negou hoje que os talibãs tenham reconquistado 72% do território do país, como diz um relatório do Conselho Internacional de Segurança e Desenvolvimento (ICOS) publicado na segunda-feira. Não concordamos. Se a metodologia fosse aplicada a outras nações que têm terroristas escondidos aqui ou lá, talvez nenhum pudesse ser avaliado como livre de terrorismo, assegurou Atmar após se reunir com o alto representante de Segurança Comum e Política Externa da União Européia (UE), Javier Solana.

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O ministro, nomeado em outubro, admitiu que no Afeganistão "há terroristas, e fazem esforços para aterrorizar a população", mas assegurou que "os bons afegãos prevalecem".

Desta forma, considerou que "o que falta no relatório é lembrar a fortaleza dos afegãos para superar o terrorismo".

O ICOS é um think tank (grupo que produz conhecimento) britânico que assegura que, há um ano, a presença dos talibãs alcançava 54% do território, mas, nos últimos 12 meses, passou para 72%.

Além de negar a veracidade destes dados, o ministro destacou que "não é correto usar a palavra talibã como sinônimo de terrorista", já que os primeiros podem ser "pacíficos e honestos".

"Um talibã é um procurador do conhecimento", ressaltou Atma, que lembrou os apelos do Governo para que os que não tenham cometido crimes de sangue entrem no caminho da negociação política.

O ministro destacou ainda a importância do trabalho internacional no Afeganistão e enfatizou os resultados satisfatórios da missão civil da União Européia, a EUPOL, com 400 policiais e especialistas judiciais desdobrados para ajudar a construir um estado de direito.

No entanto, segundo Atmar, "não há caminho para uma nação que dependa de tropas ou Polícia estrangeiras".

Por isso, pediu ao novo Governo americano que "continue" com a política de apoiar o fortalecimento das instituições locais. EFE met/db

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