Ministro líbio assegura que Gordon Brown apoiou libertação de al-Megrahi

LONDRES - O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, apoiou a libertação do líbio Abdelbaset Ali Mohammed al-Megrahi, condenado pelo atentado de Lockerbie, na Escócia, que causou 270 mortes em 1988, segundo assegura o ministro para Assuntos Europeus da Líbia, Abdulati Alobidi, em documentos oficiais.

EFE |


A revelação aparece em uma nota redigida por uma delegação do Executivo de Edimburgo, que se reuniu em março, na cidade escocesa de Glasgow, com Alobidi.

Até o momento, Brown se recusou a afirmar se apoiava a polêmica libertação de al-Megrahi, libertado no dia 20 de agosto de uma prisão em Glasgow, por motivos humanitários, já que sofre de um câncer em estágio terminal. Ele se limitou a ressaltar que a decisão é competência do governo autônomo escocês.

No entanto, o documento indica que o secretário de Relações Exteriores britânico, Bill Rammell, confessou a Alobidi, em fevereiro, durante uma reunião em Trípoli, que nem Brown, nem o ministro de Exteriores, David Miliband, desejavam que o terrorista morresse na prisão. Contudo, a nota acrescenta que "a decisão de uma transferência (do terrorista à Líbia) está em mãos dos ministros escoceses".

"O senhor Alobidi confirmou que o senhor Rammell teria reiterado que a morte do senhor Megrahi em uma prisão escocesa teria efeitos catastróficos na relação entre a Líbia e o Reino Unido", segundo o documento.

Uma menção desta conversação aparece na documentação divulgada para tentar desestimular a polêmica pela decisão da justiça escocesa de libertar Abdelbaset Ali Mohamed al-Megrahi e após as acusações do jornal "Sunday Times" segundo as quais Londres teria obtido vultosos contratos petrolíferos, em troca da libertação do condenado.


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