Ministro libanês descarta extensão do conflito em Gaza

Beirute, 5 jan (EFE).- O ministro da Informação libanês, Tareq Mitra, descartou hoje que, por enquanto, algum grupo deste país, incluindo o Hisbolá, se deixe arrastar a um conflito com Israel por causa dos ataques contra os palestinos na Faixa de Gaza.

EFE |

"Existe solidariedade e uma posição unificada, o que equivale a que nenhuma fração libanesa quer se deixar arrastar em um conflito com Israel, incluindo o Hisbolá", afirmou o ministro libanês, que lembrou que todos os grupos estão representados no Governo.

O grupo islâmico xiita Hisbolá enfrentou Israel em um conflito ocorrido em meados de 2006.

Em 29 de dezembro, o líder do Hisbolá, Hassan Nasrallah, convocou uma nova Intifada contra Israel, mas até hoje não houve incidentes na fronteira sul do Líbano que indiquem que possam ocorrer novas hostilidades.

O ministro da Informação libanês lembrou que o Governo de Beirute expressou de modo claro que não quer um novo conflito com Israel e que a população do sul do Líbano - que pagou um preço muito caro no conflito de 2006 - também não quer.

No entanto, advertiu que, se o conflito em Gaza se prolongar, poderia haver uma escalada.

"Quanto mais tarde a comunidade internacional agir, a ira e a radicalização aumentarão, o que poderia levar a uma extensão da violência", acrescentou Mitra, acrescentando que não sabe se "isso provocará uma reação no Hisbolá".

O ministro disse que, até agora, os refugiados palestinos se mostraram moderados, mas expressam sua ira frente ao que está acontecendo em Gaza.

Mas "estas expressões não colocam em perigo a estabilidade dos acampamentos, assim como a do país", insistiu.

Quase metade dos 400 mil refugiados palestinos que vivem no Líbano faz manifestações diárias em seus acampamentos contra o que ocorre em Gaza, protestos aos quais também se juntam em todo o país grupos políticos simpatizantes a Gaza.

Hoje, pelo segundo dia consecutivo, centenas de manifestantes enfrentaram agentes de segurança perto da embaixada dos EUA no Líbano, em um protesto contra o ataque a Gaza.

Ontem, o protesto no mesmo local foi protagonizado por simpatizantes do Partido Comunista libanês. EFE ks/an

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