Ministro japonês nega que estava bêbado em reunião do G7

O ministro das Finanças do Japão, Shoichi Nakagawa, negou nesta segunda-feira os boatos de que estava bêbado no sábado durante uma reunião do G7, o grupo dos sete principais países industrializados, em Roma, na Itália. Nakagawa está enfrentando pedidos pela sua renúncia depois que imagens de uma coletiva na reunião mostraram o ministro japonês falando com dificuldade e fechando os olhos várias vezes, como se estivesse cochilando.

BBC Brasil |

Reuters
Nakagawa participou de uma reunião do comitê fiscal e financeiro no Parlamento
Ministro Shoichi Nakagawa
Em um momento da entrevista, Nakagawa achou que uma questão feita ao chefe do Banco Central do Japão fosse dirigida a ele.

O ministro pediu desculpas pelo comportamento e se justificou afirmando que estava sob o efeito de remédios.

"Lamento sinceramente meu comportamento naquela entrevista coletiva, causado por muitos medicamentos para resfriado, mas acredito que alcancei os objetivos da reunião", disse.

"É constrangedor. Isto enviou uma mensagem ao mundo todo. Ele prejudicou os interesses nacionais", afirmou o secretário-geral do Partido Democrata japonês, de oposição ao governo, Yukio Hatoyama.

Masaharu Nakagawa, integrante do Partido Democrata, que pediu a renúncia do ministro.

"Recebi muitos telefonemas furiosos de meu eleitorado falando de como o comportamento do ministro das Finanças foi constrangedor - como ele pôde ter manchado a credibilidade do Japão desta forma?", questionou.

Apesar da polêmica, Nakagawa afirmou que o incidente não vai prejudicar a situação do Japão ou suas relações com outros países membros do G7.

O ministro japonês explicou que tomou um gole de vinho em um brinde feito durante um almoço no dia da entrevista coletiva, mas não chegou a consumir todo o conteúdo do copo.

Nakagawa também negou alegações de que ele bebe regularmente.

O incidente ocorreu em um momento em que o primeiro-ministro japonês Taro Aso enfrenta baixos índices de aprovação ao seu governo.

As últimas pesquisas de opinião sugerem que menos de 10% apoiam o premiê, que deverá convocar uma eleição geral em setembro.

O Japão, a segunda maior economia do mundo, foi duramente atingido pela crise mundial e passa por uma desaceleração maior do que a dos Estados Unidos e Europa.

Números oficiais mostram que a economia do país encolheu 3,3% no último trimestre de 2008, o pior desempenho desde a crise do petróleo da década de 70.

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