Ministro japonês diz que decisão sobre base dos EUA sai até maio

TÓQUIO (Reuters) - O ministro da Defesa do Japão, Toshimi Kitazawa, disse nesta terça-feira que maio é o prazo para resolver a disputa sobre a realocação de uma base militar norte-americana na ilha de Okinawa, sul do país, que arrisca abalar as relações de Tóquio com Washington. Os comentários do ministro foram feitos horas depois de a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, convocar o embaixador do Japão para um encontro inesperado no qual, segundo a imprensa, ela fez um apelo para que Tóquio implemente um plano existente e alcançado após anos de negociações.

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"Estabelecemos maio como prazo, mas isso não significa que estaremos satisfeitos se fizermos isso até lá", disse uma porta-voz do Ministério da Defesa, citando declarações feitas por Kitazawa a jornalistas em Tóquio. "Isso significa que devemos fazer isso o mais rápido possível."

Ele acrescentou acreditar que os três partidos da coalizão que governa o Japão têm o mesmo cronograma em mente.

O primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, disse na semana passada que pretende gastar vários meses discutindo qual a melhor forma de resolver a disputa envolvendo a localização da base aérea de Futenma, mas que um dos pequenos partidos da coalizão relutava em estabelecer um prazo.

A percepção de que o governo japonês não estaria lidando bem com as relações com Washington, aliado-chave do Japão, pode prejudicar o apoio ao premiê na eleição na câmara alta do Parlamento em meados de 2010. Cerca de 68 por cento das pessoas que responderam a uma pesquisa publicada no jornal Mainichi na segunda-feira disseram estar preocupados com as relações com os Estados Unidos sob o governo de Hatoyama.

Os Estados Unidos querem promover um plano para mudar a base aérea para uma área menos povoada da ilha, mas muitos moradores afirmam que ela deveria deixar a ilha, visão apoiada por Hatoyama durante a campanha eleitoral.

O embaixador Ichiro Fujisaki disse a jornalistas, após seu incomum encontro com Hillary, que a secretária enfatizou a importância das relações EUA-Japão, mas a imprensa japonesa disse que ela pressionou pela implementação do plano já existente.

(Reportagem de Isabel Reynolds e Yoko Nishikawa)

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