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Ministro italiano justifica uso do estado de emergência no combate à imigração ilegal

ROMA - O ministro do Interior da Itália, Roberto Maroni, justificou nesta terça-feira a declaração de estado de emergência em todo o país para enfrentar o fluxo de imigrantes, ao afirmar que, caso continue a tendência atual, no final do ano já terão chegado ao país 30 mil ilegais.

EFE |


Maroni fez estas declarações na Câmara dos Deputados, à qual prestou esclarecimentos sobre a medida adotada em 25 de julho pelo Conselho de Ministros. O titular do Interior, para quem a medida do governo é "excepcional", disse que no primeiro semestre deste ano 10.611 imigrantes irregulares chegaram à Itália, quase o dobro que no mesmo período de 2007.

"Caso a tendência se confirme, pode-se prever que no final do ano tenham chegado cerca de 30 mil pessoas", disse Maroni, para quem o objetivo do "estado de emergência" é fortalecer o combate à imigração ilegal.

Ele lembrou que o estado de emergência foi um procedimento utilizado pela primeira vez em março de 2002 e prorrogado até fevereiro de 2007, quando o então Governo de Romano Prodi o limitou às regiões da Calábria, Sicília e Apúlia, no sul do país.

Segundo Maroni, adotando-se esta medida é possível tomar decisões mais rápidas no momento de alojar em todo o território nacional os imigrantes, assim como melhorar os centros de amparo, que estão no limite ou acima de suas capacidades.

Além de justificar o estado de emergência, Maroni rejeitou na Câmara dos Deputados as acusações do comissário de Direitos Humanos do Conselho da Europa, Thomas Hammarberg, com relação ao fato de polícia italiana supostamente ter realizado batidas contra assentamentos de ciganos no país.

O ministro afirmou que se trata de uma "falsidade clamorosa", já que a polícia "nunca teve comportamentos desse tipo". Seu departamento também divulgou um comunicado no qual disse que todas "as preocupações expressadas sobre a falta de respeito com os direitos humanos são totalmente infundadas".

Além disso, Maroni apresentou junto com o ministro de Defesa, Ignazio La Russa, um plano no qual três mil militares vigiarão nove cidades do país a partir da próxima segunda-feira e durante seis meses.

Os soldados patrulharão alvos sensíveis, como embaixadas e monumentos, além de centros de identificação de imigrantes ilegais.

A presença do Exército nas ruas faz parte do pacote de medidas sobre segurança aprovado em maio passado pelo governo conservador de Silvio Berlusconi.

Após o discurso de Maroni, o dirigente da oposição Marco Minniti disse que vê com preocupação "um país onde existe o crime de imigração clandestina, o Exército patrulha as ruas e no qual são tiradas impressões digitais de crianças ciganas".

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