Roma, 17 mai (EFE) - O ministro de Interior italiano, Roberto Maroni, afirmou hoje que não haverá uma regularização de imigrantes na Itália, mas ressaltou que será levado em consideração o caso das situações com forte impacto social, como o dos cuidadores de doentes e idosos.

Maroni disse que "não pode haver uma regularização para quem entrou de forma irregular".

"Mas levaremos em conta, naturalmente, aquelas situações que têm um forte impacto social, como o caso dos cuidadores", trabalho desenvolvido em sua imensa maioria por mulheres.

Pouco antes, a titular de Igualdade de Oportunidades, Mara Carfagna, tinha se expressado em termos parecidos.

"É justa e obrigatória o arrocho sobre a imigração, mas não pode ser deixado de lado o problema relativo aos cuidadores e colaboradores domésticos ainda não regularizados e sem os quais a Itália viveria um drama sócio-assistencial que implicaria famílias com menores, idosos e deficientes físicos", disse a ministra.

Carfagna ressaltou que "sem idealizar uma regularização indiscriminada", propôs ao Conselho de Ministros "a necessidade de buscar uma saída jurídica diferente para estes imigrantes; avaliando tempos e modos para uma rígida e controlada regularização" dessas pessoas.

A ministra considerou que deve-se distinguir entre o "imigrante-recurso" e o "imigrante-problema" para "garantir a segurança dos cidadãos".

O responsável de Interior e sua colega revelaram assim uma das linhas do decreto-lei sobre perseguição da imigração clandestina e a pequena criminalidade comum que será aprovado em 21 de maio em um Conselho de Ministros que será realizado em Nápoles.

No entanto, as palavras de ambos surpreenderam, já que supõe uma abertura em direção à imigração ilegal após as recentes operações e as semanas de declarações sobre uma implacável perseguição às pessoas que tiverem entrado ilegalmente no país. EFE alg/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.