Ministro italiano defende restrição de entrada de imigrantes no país

Roma, 18 nov (EFE) - O ministro do Trabalho italiano, Maurizio Sacconi, anunciou hoje que só poderão entrar no país os imigrantes com um contrato trabalhista em algumas categorias, como a de pessoa que faz trabalho por um dia, cuidador de idosos ou pessoas incapacitadas e enfermeiros.

EFE |

Em uma nota, Sacconi explicou que, junto ao ministro do Interior, Roberto Maroni, decidiu restringir a entrada dos estrangeiros que não pertençam a nações da União Européia (UE) só a algumas categorias, excluindo, assim, aqueles com um contrato "no setor da produção industrial ou na construção".

A Liga Norte, partido de extrema-direita aliado do Governo de Silvio Berlusconi, tinha proposto há alguns dias bloquear as chamadas cotas de entrada de imigrantes durante dois anos em uma lei apresentada ao Senado.

Sacconi indicou ainda que, para selecionar a entrada de imigrantes, "não é necessário aprovar uma nova lei, pois podem ser usados os instrumentos administrativos à disposição já incluídos na legislação atual".

Segundo o titular de Trabalho, esta medida tem como objetivo "evitar o desemprego, a exclusão social e a perspectiva de uma possível expulsão do trabalhador, que, com a chegada de um novo fluxo de imigrantes, vê restringida sua possibilidade de um emprego estável".

A medida foi criticada pela principal legenda da oposição, o Partido Democrata (PD), já que, segundo um de seus expoentes, o senador Roberto Di Giovan Paolo, "o protecionismo do mercado do trabalho na Europa nunca deu resultados".

"Se o ministro dialogasse com sindicatos e associações entenderia que, em um momento de crise como este, existem espaço para que possam entrar trabalhadores de outras categorias", acrescentou o senador do PD. EFE ccg/db

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