Ministro israelense rejeita ideias de paz de Javier Solana

JERUSALÉM (Reuters) - Israel rejeitou e os palestinos saudaram na segunda-feira uma sugestão feita pelo chefe de Política Externa da União Européia para que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheça o Estado palestino caso os negociadores não consigam chegar a um acordo de paz. A paz precisa ser construída e não imposta, disse o ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, à Rádio Israel, ao ser questionado se as declarações de Javier Solana, da UE, representavam as políticas da União Europeia. As sugestões de Solana foram feitas numa palestra em Londres no sábado.

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"Todos nós devemos respeito a Solana, ele está prestes a se aposentar...e não devemos exagerar a importância de sua declaração", afirmou Lieberman.

Solana disse que os mediadores deveriam estabelecer um cronograma para um acordo de paz entre israelenses e palestinos e, "se as partes não forem capazes de se aterem a ele, então uma solução apoiada pela comunidade internacional deveria ser discutida".

Após o vencimento do prazo, afirmou ele, "uma resolução do Conselho de Segurança da ONU deveria proclamar a adoção da solução de dois Estados" e aceitar o Estado palestino como membro pleno da ONU.

Perguntado sobre a proposta de Solana, o principal negociador palestino, Saeb Erekat, disse. "Não nos opomos. É hora de a comunidade internacional parar de tratar Israel como se estivesse acima das leis do homem."

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