Ministro israelense não descarta ações militares contra o Irã

WASHINGTON - O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, acredita que todas as opções deveriam estar sobre a mesa, entre elas as militares, para fazer com que o Irã abandone o programa nuclear do país, informou nesta terça-feira o Governo americano.

EFE |


Barak, que se encontra de visita oficial em Washington, se reuniu entre segunda e terça-feira com os secretários americanos de Defesa, Robert Gates, e de Estado, Condoleezza Rice, respectivamente, aos quais disse que ainda há tempo para tentar resolver o conflito com o Irã pela via diplomática.

No entanto, também sugeriu que o Irã representa uma grande ameaça para a região e ao mundo inteiro, e, por isso Israel, "não descarta qualquer opção", disse hoje Barak à imprensa.

Os Estados Unidos não descartaram uma ação armada americana contra o Irã, mas preferiram falar de diplomacia.

O presidente americano afirmou, em 2 de julho, que sempre disse que "todas as opções estão sobre a mesa, mas a primeira opção para os Estados Unidos é resolver o problema diplomaticamente".

O almirante Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, não é favorável a um ataque, já que deixou claro que abrir uma terceira frente (além do Afeganistão e do Iraque) geraria uma "tensão extrema" para as tropas americanas. Barak não revelou que resposta recebeu de Gates e de Rice.

No próximo sábado expira o prazo de duas semanas dado pelo alto representante de Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, deu a Teerã para que respondesse à oferta do grupo formado pelos cinco países do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha sobre seu programa nuclear.

Os membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas são Rússia, China, França, Reino Unidos e Estados Unidos.

A reunião de hoje entre Barak e Rice serviu para que a responsável pela diplomacia americana lembrasse que para Washington os assentamentos israelenses nos territórios ocupados são "um problema", de acordo com o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Sean McCormack.

Os Estados Unidos disseram também que Israel deve deter a expansão de seus assentamentos, um dos principais obstáculos ao processo de paz.

Rice retomou este assunto poucos dias após Israel anunciar que estuda construir 20 novos imóveis no assentamento judaico de Maskiot, na Cisjordânia, apesar de ter se comprometido a interromper a expansão das colônias.

Barak argumentou que esses planos são "uma passagem de procedimento" e ressaltou que a questão dos assentamentos sempre é um tema de debate com a Administração americana.

Rice deve se reunir ainda na terça-feira com o principal negociador palestino, Ahmed Qorei, e amanhã fará o mesmo com a ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, separadamente.

Depois do encontro com Livni, a secretária de Estado americana manterá um encontro trilateral com ambas as partes, segundo informou o porta-voz de Rice em entrevista coletiva.

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