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Ministro israelense considera inaceitáveis posturas do congresso do Fatah

Jerusalém, 9 ago (EFE).- O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, qualificou hoje de graves e inaceitáveis a retórica e as posturas defendidas no congresso do movimento palestino Fatah, iniciado na terça-feira na cidade cisjordaniana de Belém.

EFE |

Em declarações à imprensa antes de entrar no conselho semanal de ministros, Barak disse, no entanto, que Israel "precisa perceber que não há mais solução para o Oriente Médio do que o acordo".

"Peço a Abu Mazen (o presidente palestino e líder do Fatah, Mahmoud Abbas) que inicie negociações sérias conosco, e peço aos Estados Unidos, sob a liderança do presidente (Barack) Obama, que lidere um processo deste tipo no Oriente Médio, que inclua os palestinos, a Síria e outros países", acrescentou.

Os mais de 2 mil delegados na conferência do Fatah devem votar hoje a renovação dos principais órgãos de direção do Fatah: o Comitê Central, que tem 21 membros, e o Conselho Revolucionário, de 120 membros.

Dois pesos pesados, o ex-primeiro-ministro e atual chefe da equipe de negociação palestina, Ahmed Qorei, e o antigo "homem forte" em Gaza Mohammed Dahlan, disputam o controle dos órgãos de decisão.

O Congresso renovou ontem por aclamação Abbas à frente da facção e, já à noite, aprovou uma cláusula em seu programa político que reconhece o "direito dos palestinos de resistir à ocupação israelense através de todos os meios possíveis".

"Embora queremos conseguir uma paz justa e seguimos buscando-a, não renunciamos a nenhuma outra de nossas escolhas. Acreditamos que a resistência, com todos os meios possíveis, é um direito legal das nações ocupadas para enfrentar seus ocupantes", afirma o texto.

Um importante dirigente do Fatah disse que a cláusula recebeu o "sim" da arrasadora maioria dos delegados na conferência, cujo encerramento - inicialmente previsto para quinta-feira passada - foi prorrogado indefinidamente, devido a divergências entre os delegados. EFE ap/an

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