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Ministro israelense considera conferência do Fatah declaração de guerra

Jerusalém, 4 ago (EFE).- O ministro de Informação israelense, Yuli Edelstein, considera a sexta conferência do Fatah, iniciada hoje na cidade cisjordaniana de Belém, uma declaração de guerra a seu país, porque deixa aberta a opção da luta armada.

EFE |

"Não devemos atuar como se não tivéssemos ouvido. Devemos abandonar o círculo de ilusões de que estes (Fatah) são moderados que querem a paz. Dizem explicitamente que apoiam continuar com a luta armada", disse Edelstein ao site de notícias "Ynet".

O ministro se referia às palavras do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e líder do Fatah, Mahmoud Abbas, na abertura da conferência: "embora nossa escolha seja a paz, nos reservamos o direito à resistência, legítima, segundo o direito internacional".

"São estes os líderes moderados com os quais o mundo quer que iniciemos negociações? Tenho a sensação de que não estamos interessados em ouvir as vozes que chamam à luta armada, ao direito de retorno (dos refugiados palestinos) e ao estabelecimento de uma capital para eles (os palestinos) em Jerusalém", acrescentou Edelstein.

O titular de Informação - que pertence ao Likud, o partido direitista liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu - chegou a afirmar que "o assentamento mais violento e extremista prejudicial à paz é o Estado palestino", em referência à demanda palestina de que Israel freie a expansão das colônias judaicas em seu território.

Ontem à noite, Avi Dichter, deputado do Kadima e anterior responsável dos serviços secretos internos (Shin Bet), disse que as declarações da liderança do Fatah prévias ao evento estavam "preparando o caminho para o que poderia ser uma terceira intifada".

A conferência, de três dias de duração, é a primeira realizada no território palestino e em duas décadas.

No encontro, será definida uma declaração e serão escolhidos 120 membros do Conselho Revolucionário e 21 do Comitê Central da formação.

A liderança do Fatah decidiu ontem adiar para outubro a escolha de seus representantes em Gaza, após o Hamas proibi-los de sair desse território para assistir à conferência. EFE ap/an

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