Ministro iraniano alerta sobre reação de seu país a um eventual ataque

Madri, 2 jul (EFE).- O ministro iraniano do petróleo, Gholam-Hossein Nozari, disse hoje que se o Irã sofrer um ataque de outro país ninguém pode imaginar qual seria a reação, e disse que a possibilidade de uma ação militar na região gera volatilidade nos mercados de hidrocarbonetos.

EFE |

Hossein Nozari, que participa do 19º Congresso Mundial do Petróleo, afirmou à imprensa que "gente suficientemente inteligente não pensa nesse tipo de ações" contra o Irã.

Em sua opinião, a possibilidade de que seja realizado qualquer movimento militar contra Teerã incentiva o encarecimento do petróleo que atualmente é negociado a preços historicamente altos.

O ministro lembrou que o Irã "sempre foi uma fonte de confiança para abastecer os mercados" e que manteve a sua produção de petróleo apesar das circunstâncias, por isso o abastecimento será mantido no futuro.

Durante seu discurso no Congresso Mundial do Petróleo, Nozari afirmou que o Irã espera elevar sua produção de petróleo até 5,3 milhões de barris por dia em 2014, em relação aos 4,35 milhões de barris atuais, e continuar sendo um "fornecedor confiável".

O ministro iraniano declarou também que a produção de gás passará dos 540 milhões de metros cúbicos atuais para 1,5 bilhões em 2014 e será duplicada a capacidade de refinar do país, para até 3,3 milhões de barris ao dia.

No domingo passado, o ex-presidente iraniano Ali Akbar Hashemi Rafsanjani descartou que Israel fosse atacar as instalações nucleares de seu país, embora tivesse alertado que o Estado judeu se arrependerá se finalmente decidir lançar um ataque.

"Descarto que Israel tome essa medida, mas, caso leve adiante, se arrependerá, porque nossa reação militar será decisiva", disse Rafsanjani à rede de televisão "Al Jazira". EFE ads/bm/rr

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