Ministro indiano nega ter feito telefonema ameaçador ao Paquistão

Nova Délhi, 7 dez (EFE).- O ministro indiano de Assuntos Exteriores, Pranab Mukherjee, negou hoje ter feito a ligação telefônica que levou o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, a colocar seu país em alerta máximo diante da possibilidade de um ataque militar indiano.

EFE |

"Fomos informados por amigos de outros países que o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, achou ter recebido uma ligação telefônica ameaçadora minha em 28 de novembro, após os ataques de Mumbai", disse Mukherjee em um comunicado.

"Imediatamente, esclarecemos a esses amigos, e também às autoridades do Paquistão, que não fiz essa chamada", disse o ministro.

O telefonema foi revelado neste sábado pelo jornal paquistanês "Dawn", ao qual várias fontes diplomáticas, políticas e da inteligência admitiram que a conversa preocupou os líderes mundiais por cerca de 24 horas, até ser identificado como falso.

Segundo o "Dawn", durante a conversa, o suposto Mukherjee disse que a Índia lançaria uma ação militar caso o Paquistão não atuasse imediatamente contra os responsáveis pelos atentados de Mumbai.

Nesse momento, as autoridades indianas já apontavam abertamente "elementos do Paquistão" como responsáveis pelo massacre, que deixou 188 mortos na capital financeira da Índia.

"É preocupante que um país vizinho tenha considerado tomar medidas com base em um telefonema falso, e tentado dar credibilidade a ele com outros países e confundir a opinião pública publicando parcialmente a história", acrescentou o ministro indiano.

Depois dos atentados, Mukherjee diz só ter mantido uma conversa com as autoridades paquistanesas: foi no dia 28, quando falou com o ministro de Assuntos Exteriores do Paquistão, Shah Mahmoud Qureshi, que estava de visita oficial em Nova Délhi.

"Só posso relacionar esta série de fatos com aqueles no Paquistão que querem desviar a atenção de um ataque na Índia (lançado) do território paquistanês por elementos no Paquistão", concluiu o ministro indiano.

Embora o "Dawn" tenha dito que a origem da chamada ainda estava sendo investigada, o Ministério de Informação paquistanês afirmou depois que a conversa passou por muitos filtros e que o telefonema procedia de "um número oficial verificado pertencente ao Ministério de Assuntos Exteriores da Índia". EFE daa/sc

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