Ministro francês termina visita e diz que situação no Líbano está melhorando

Beirute, 25 ago (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, terminou hoje sua visita de algumas horas ao Líbano, na qual constatou que a situação neste país é complicada, mas disse que as coisas estão melhorando.

EFE |

"Constatei que as coisas estão melhorando (...), mas a situação no Líbano é complicada e não permitiremos que fique mais", disse Kouchner, em entrevista coletiva no aeroporto Rafik Hariri, em Beirute.

O ministro francês, que chegou no domingo à noite a Beirute, se reuniu hoje com o presidente do Líbano, Michel Suleiman, com o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, e com o chefe do Parlamento do país, Nabih Berri.

Entre os avanços conseguidos no Líbano, Kouchner destacou a escolha do presidente, a formação de um Governo de união nacional e a aprovação pelo Parlamento do programa governamental.

No entanto, afirmou estar "inquieto" pela situação em Trípoli, no norte do Líbano, principalmente depois do atentado em 13 de agosto, que deixou 13 mortos e 55 feridos.

"Condenamos estas práticas", acrescentou, afirmando que "algumas partes buscam a vingança", sem citar nomes.

Também desejou que as eleições legislativas, previstas para abril ou maio, ocorram em uma "atmosfera tranqüila", mas disse que "há sinais precursores de tensão que é preciso fazer desaparecer".

Sobre as relações entre Beirute e Damasco, Kouchner ressaltou que "há um ponto histórico que é a retomada das relações diplomáticas.

Há muito tempo se falava disso, mas agora parece que vai acontecer".

Além disso, disse que seu país está disposto a contribuir para "solucionar outros problemas pendentes", como o das fronteiras entre os dois países, os libaneses detidos na Síria e as Fazendas de Chebaa, o único território que Israel não abandonou quando se retirou do sul do Líbano, em maio de 2000, após 22 anos de ocupação.

"Podemos intervir, mas só a pedido de ambas as partes", afirmou, e acrescentou que, durante sua visita a Damasco, informará ao presidente sírio, Bashar al-Assad, o "desejo dos libaneses de serem livres, democráticos e soberanos". EFE ks/an

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