Ministro francês propõe acordo para alcançar libertação de reféns das Farc

Bogotá, 28 abr (EFE).- O ministro de Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, que chegará a Bogotá em meio a uma viagem, propôs uma agenda que inclui um acordo humanitário para conseguir a libertação dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), disse hoje o chanceler colombiano Fernando Araújo.

EFE |

"O chanceler francês nos propôs uma agenda com vários pontos, o primeiro (deles) é o acordo humanitário", declarou Araújo.

Este acordo pretende facilitar a libertação de 40 políticos, soldados, policiais e americanos mantidos como reféns, entre eles Ingrid Betancourt, ao trocá-los por cerca de 500 guerrilheiros das Farc presos.

Araújo acrescentou que, em segundo lugar, Kouchner quer acompanhar os compromissos assumidos em março passado na reunião do Grupo do Rio em Santo Domingo e mais tarde na reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington, para buscar uma solução para a crise diplomática entre Colômbia e Equador.

Esta crise foi causada por uma incursão militar colombiana no território equatoriano na qual foram mortas 26 pessoas, entre elas o "número dois" das Farc, Luis Edgar Devia, conhecido como "Raúl Reyes".

O ministro colombiano afirmou que o terceiro ponto será a revisão do comércio, do investimento e da cooperação da França com a Colômbia e sobre a Presidência rotativa da União Européia (UE), que a França assumirá no segundo semestre do ano.

O chefe da diplomacia colombiana afirmou, da mesma forma, que seu Governo recebe seu colega francês "com o melhor ânimo".

"Nós sempre recebemos os chanceleres dos países amigos com o melhor ânimo, com a melhor disposição e com o maior interesse de escutar seus planos", declarou Araújo para várias emissoras de rádio.

Kouchner se reunirá com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, para várias negociações, principalmente em favor dos reféns das Farc, entre os quais está a ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, que também possui a nacionalidade francesa.

No início deste mês, uma missão humanitária enviada pela França para atender Betancourt, que aparentemente está em estado grave de saúde, fracassou, pois o grupo rebelde não permitiu que a refém recebesse atendimento, após argumentar falta de comunicação e problemas logísticos.

"O que acontece é que a guerrilha não expressou interesse.

Insistiremos em realizar as negociações através da Igreja e dos países amigos", concluiu Araújo. EFE gta/fal

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