Ministro francês nega ter interesses privados na África

Paris, 4 fev (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, negou hoje que tenha interesses privados na África e que entrem em conflito com sua tarefa pública, em resposta a um livro que acaba de ser editado na França.

EFE |

"Grotesco e nauseabundo", disse o ministro em relação ao conteúdo do livro "Le Monde Selon K." (O Mundo Segundo K.), do jornalista e escritor Pierre Péan, que afirma que Kouchner exerceu atividades lucrativas como consultor de saúde nesse continente entre 2002 e 2007.

Em entrevista publicada no site do semanário "Le Nouvel Observateur", o chefe da diplomacia francesa afirma que "sempre" agiu dentro da "legalidade e transparência".

"Nunca assinei um só contrato com um Estado africano, nunca", disse.

O ministro admite que foi "um dos consultores de uma empresa francesa em um âmbito que conheço: o da medicina e da saúde pública".

Kouchner é conhecido por sua tarefa como ministro, anteriormente de Saúde e agora na pasta de Exteriores, mas também por ser um dos fundadores da ONG internacional Médicos Sem Fronteiras.

"O que há de estranho em que um ex-ministro da Saúde, que desempenhou durante dezenas de anos missões humanitárias para a Médicos Sem Fronteiras, Médicos do Mundo e muitas outras sem cobrar um centavo, redija relatórios que permitam aos países africanos melhorar seus sistemas de saúde?", pergunta o ministro.

"Em três anos de trabalho, ganhei pouco menos de 6 mil euros ao mês, após pagar impostos", acrescenta Kouchner ao semanário, onde também rejeita as condenações feitas no livro por sua política em relação à Sérvia, Mianmar e Ruanda. EFE jam/an

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