Ministro francês nega solução militar para República Democrática do Congo

Marselha (França), 3 nov (EFE).- O ministro francês de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, advertiu hoje que a crise humanitária na República Democrática do Congo deve ser política e nunca militar.

EFE |

Em entrevista coletiva posterior à reunião que os ministros de Exteriores da UE realizaram hoje em Marselha, Kouchner pediu "determinação política" da comunidade internacional para parar "uma situação humana terrível".

O ministro francês, que junto a seu colega britânico, David Miliband, esteve na República Democrática do Congo neste fim de semana, afirmou que dessa "solução política" deveriam participar os organismos internacionais (União Africana, UE e ONU) e pelo menos três países da região (Congo, Burundi e Ruanda).

Kouchner disse que as forças da ONU no Congo contam com 17 mil soldados -o maior número de todas as missões da ONU na África- e que já só por isso "é difícil falar em solução militar" e do envio de um maior número de soldados.

"Não pode haver uma solução militar ao conflito, mas podemos assegurar as vias de comunicação para o transporte da ajuda humanitária", disse Kouchner.

Javier Solana, representante da política externa da UE, disse em entrevista coletiva que "é preciso ver as prioridades" e que é preciso levar adiante uma "iniciativa política".

Kouchner e Miliband solicitaram ontem, durante sua viagem pelo Congo, ajuda humanitária "urgente" para a zona leste da RDC e pediram o reforço da Monuc, mas não reivindicaram uma força européia para colaborar com a da ONU.

Na conflituosa região de Kivu Norte, entre 6 milhões de habitantes, há cerca de 1,2 milhões refugiados de seus lares -um quinto do total- pela violência.

Na RDC, desde 1998, organizações internacionais calculam que cerca de 5,5 milhões de pessoas morreram por essa causa, o que representa 45 mil por mês. EFE lab-rm/jp

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