Ministro francês não descarta envio de forças especiais ao Afeganistão

Paris, 26 ago (EFE).- O ministro da Defesa francês, Hervé Morin, não descarta o envio de algumas forças especiais ao Afeganistão para melhorar os serviços de informação, afirmou o titular hoje hoje em entrevista ao jornal Le Parisien.

EFE |

Tanto Morin quanto o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, explicarão hoje no Parlamento a política da França no Afeganistão, uma semana depois de dez soldados franceses morrerem em uma emboscada perto de Cabul, a maior baixa para o Exército do país desde um atentado suicida em Beirute, em 1983.

"Pedi ao chefe do Estado-Maior do Exército que faça propostas.

Entre elas, poderia estar o envio de algumas forças especiais, não para dirigir operações militares, mas para melhorar os serviços de informação", a fim de que as tropas conheçam melhor o meio onde estão, disse o ministro.

O chefe do Estado-Maior francês, general Jean-Louis Georgelin, entrevistado na emissora "Europa 1", disse que será estudado o envio de forças especiais, que são "úteis, porque são meios privilegiados para ajudar a afinar a informação" e ser "mais eficazes".

Perguntado sobre o envio de reforços, Georgelin disse que é preciso "melhorar" o contingente francês, o que poderia levar a aumentar os soldados, mas advertiu que "tudo isso tem um custo" financeiro.

Ao defender a missão francesa no Afeganistão, o ministro da Defesa ressaltou que este não é um "combate franco-francês, mas um combate internacional contra o terrorismo, do qual depende nossa própria segurança", acrescentou Morin.

"Digo aos que defendem os direitos humanos no Tibete que seus princípios não são de geometria variável, e que é preciso defendê-los também no Afeganistão", afirmou o ministro da Defesa.

EFE jaf/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG