Ministro francês defende emissários investigados pela Colômbia

Paris, 18 jul (EFE) - O ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, defendeu hoje fervorosamente os emissários francês Noël Saez e suíço Jean-Pierre Gontard, investigados pela Promotoria colombiana, após serem acusados de ter manuseado dinheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). De Jean-Pierre Gontard, que é um homem que conheço há 20 anos, o que interessa é seu valor. Ele e Noël Saez são pessoas excepcionais e os defenderei até o final, disse em entrevista coletiva Kouchner.

EFE |

Os dois emissários viajaram nos últimos anos mais de 20 vezes à floresta colombiana, "com grande perigo para suas vidas", segundo Kouchner, para mediar entre o Governo da Colômbia e as Farc em nome de França, Espanha e Suíça, e para conseguir a libertação dos reféns em poder da guerrilha.

Kouchner afirmou hoje que não tem "nenhuma disputa" com Bogotá e afirmou que, por enquanto, as autoridades colombianas não comunicaram à França que não desejam a mediação do país na questão dos reféns.

Segundo o ministro, a França segue tendo "excelentes relações com o Governo Colombiano".

"Estamos à disposição do presidente (Álvaro) Uribe e se pudermos participar faremos o máximo possível e também continuaremos chamando a atenção sobre os reféns que permanecem presos", declarou.

Após a libertação, em 2 de julho, de Ingrid Betancourt e outros 14 reféns das Farc em uma operação das Forças Armadas colombianas, Bogotá disse que já não confiava nos emissários francês e suíço, que foram acusados de terem sido influenciados pela guerrilha.

A Promotoria colombiana acusou Gontard de atuar como "portador" de US$ 500 mil das Farc, os quais teria levado à Costa Rica em 2000, e abriu uma investigação.

Kouchner concordou hoje em que sejam realizadas investigações e lembrou que também tem sido alegado que as Farc receberam dinheiro em troca da liberdade de Betancourt e os outros 14 reféns. EFE ik/bm/db

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