Ministro equatoriano diz que acordo entre Colômbia e EUA é contrário à paz

Quito, 24 ago (EFE).- O acordo militar que permitirá aos Estados Unidos utilizarem pelo menos sete bases colombianas vai contra a vontade de consolidar a América Latina como uma região de paz, afirmou hoje o ministro de Segurança Interna e Externa do Equador, Miguel Carvajal.

EFE |

A poucos dias da cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que será realizada na sexta-feira na cidade argentina de Bariloche, Carvajal duvidou que o que qualificou como "instalação" de bases seja para "combater o narcotráfico e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)".

Em entrevista à "Gama TV", o ministro ressaltou que, após dez anos do Plano Colômbia, pelo qual o país recebe uma substancial ajuda dos EUA, "aumentou a participação da Colômbia no mercado mundial da cocaína e as Farc seguem como estão".

Carvajal disse ainda que "seria absolutamente ingênuo pensar que uma capacidade militar de tal magnitude" como a que, segundo ele, os EUA disporiam nas bases colombianas, de aviões com uma capacidade de voo de 3.500 milhas (aproximadamente 5.600 quilômetros), "seja só para o conflito interno colombiano".

Sobre o controle do tráfico de drogas na região, Carvajal disse que "só a base de Málaga, na Colômbia, poderia substituir plenamente as operações da base de Manta, no Equador, segundo analistas equatorianos".

Desde 1999, o Equador cedeu a base de Manta aos EUA, um acordo ao qual o presidente Rafael Correa decidiu pôr fim este ano.

Carvajal defendeu que os 12 países que formam a Unasul, entre eles a Colômbia, sejam "consistentes e coerentes com a vontade expressa de consolidar a América Latina como uma região de paz".

"E decisões como esta (o acordo militar entre a Colômbia e os EUA) vão contra esta decisão", criticou. EFE ei/pd

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