Ministro equatoriano descartar conceder status beligerante às Farc

Quito, 17 ago (EFE).- O ministro da Defesa do Equador, Javier Ponce, desprezou hoje a possibilidade de seu Governo conceder às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) o status de grupo beligerante e disse que Quito considera o grupo absolutamente irregular.

EFE |

Ponce afirmou em entrevista publicada hoje pela revista "Vanguardia" que essa opção "não foi evocada nem será", apesar de ter sido o próprio presidente equatoriano, Rafael Correa, quem fez referência a essa possibilidade, em abril.

Se as Farc "libertarem incondicionalmente os reféns, se cessarem atentados, bombardeios que possam ser considerados terroristas, se cumprirem os códigos de guerra, se cumprirem os tratados de Genebra, se controlarem um território e tiverem um Exército disciplinado e organizado, aí poderíamos falar de reconhecê-las como grupo beligerante", ressaltou Correa na época.

No entanto, Ponce disse ao "Vanguardia" que "até a Venezuela já renunciou a essa possibilidade" e que, para o Governo do Equador, "essa tese não está em discussão".

Para o ministro equatoriano, "é evidente a vinculação das Farc com o tráfico de drogas", mas também afirmou que se trata de um grupo "que tem uma origem política muito clara".

"Esse duplo ingrediente (narcotráfico e política) pode levar setores da esquerda latino-americana a se equivocar e cair no equívoco de que uma relação com as Farc é possível só em termos de uma relação política", afirmou.

Ele, porém, reiterou que "para o Equador está muito claro o caráter absolutamente irregular" da guerrilha, e assegurou que "a relação histórica e lógica do Equador é com o Governo colombiano".

Nesse contexto, Ponce afirmou que após um "escalonamento das acusações, baseadas em supostos testemunhos" de guerrilheiros nos quais se sugeria uma relação do Governo do presidente equatoriano, Rafael Correa, com as Farc, é necessário "propor à Colômbia outros cenários". EFE ic/db

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