Ministro do Interior e conselheiro de Segurança Nacional renunciam na Índia

(Atualiza com outra renúncia) Nova Délhi, 30 nov (EFE).- O ministro do Interior indiano, Shivraj Patil, e o conselheiro de Segurança Nacional, M.

EFE |

K.

Narayanan, apresentaram hoje suas renúncias após assumirem a responsabilidade pelos ataques terroristas contra a cidade de Mumbai, informaram fontes oficiais.

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, aceitou as duas demissões, segundo a emissora "NDTV".

Patil "assumiu a responsabilidade moral (pelo atentado) e decidiu renunciar", disse a porta-voz do Partido do Congresso, Jayanti Natarajan, citada pela agência "Ians".

O ataque contra Mumbai "é horrendo e o Governo o levou muito a sério. É um ataque intolerável à soberania indiana", acrescentou a porta-voz.

Outra fonte do Partido do Congresso afirmou que o ministro das Finanças indiano, P. Chindambaran, substituirá Patil, enquanto Singh acumulará o comando da economia do país, uma vez que já ocupou o cargo na década de 1990.

Singh realiza hoje uma reunião com os líderes dos principais partidos indianos para analisar a situação após os atentados a Mumbai, que mataram pelo menos 195 pessoas e feriram mais de 300, segundo o último cálculo oficial.

Esta reunião segue outra do comitê central do Partido do Congresso, presidida ontem à noite por Sonia Gandhi e na qual vários membros do Governo exigiram uma "ação severa" e a assunção de responsabilidades na esfera governamental pelos ataques a Mumbai.

Segundo as agências "PTI" e "Ians", os participantes pediram medidas "exemplares" após a onda de atentados que a Índia sofreu este ano para restaurar a confiança dos cidadãos no Governo, que enfrentará eleições em 2009.

Antes de Mumbai, Nova Délhi, Jaipur, Ahmedabad e Bangalore sofreram atentados nos últimos seis meses com a colocação de bombas em diferentes pontos, deixando dezenas de mortos.

A maioria dos atentados foi reivindicada pelo grupo Indian Mujahedin, enquanto um desconhecido Deccan Mujahedin atribuiu a si a autoria dos ataques contra o centro financeiro da Índia, perpetrados por terroristas armados com metralhadoras, granadas e outros explosivos.

A Índia acusou o grupo separatista Lashkar-e-Toiba, com base no Paquistão e que luta pela independência da Caxemira.

As acusações elevaram a tensão entre estes dois países vizinhos, que já se enfrentaram em três guerras desde 1947. EFE ja/wr/sc

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