Ministro do Interior da Índia renuncia após os atentados em Mumbai

NOVA DÉLHI - O ministro do Interior da Índia, Shivraj Patil, ofereceu sua renúncia após assumir a responsabilidade moral pelo ataque terrorista contra a cidade portuária de Mumbai, informou um porta-voz do ministério, segundo a rede CNN. De acordo com o canal de televisão NDTV, o primeiro-ministro, Manmohan Singh, ainda não decidiu se aceita a renúncia de Patil.

Redação com agências internacionais |


A CNN informou que a atuação de Patil já vinha sendo criticada antes dos ataques. N. Ram, editor-chefe do jornal indiano "The Hindu", disse que a partida de Patil é tardia.

"Esse homem foi amplamente criticado por não estar à altura [do cargo] e era impossível que ele continuasse depois disso", afirmou Ram, dizendo que o ministro era "muito devagar" e que não tinha cumprido a promessa de melhorar os serviços de inteligência.

Singh realiza neste domingo uma reunião com os líderes dos principais partidos do país para analisar a situação após os atentados em Mumbai, que causaram a morte de cerca de 190 pessoas e ferimentos a mais de 300.

Plano

A rede de TV CNN informou que os oficiais indianos acreditam que o ataque poderia ter sido muito mais grave. "Encontramos munição, granadas e bombar", disse R.R. Patil, ministro chefe-adjunto do Estado de Maharashtra. "Pela nossa investigação, acreditamos que eles planejavam matar 5 mil pessoas."

As autoridades indianas também disseram, segundo a CNN, que estão investigando se alguns dos autores do atentado conseguiram fugir e se misturar à população de Mumbai.

Autoria dos ataques

A maioria das vítimas dos ataques são cidadãos indianos, mas pelo menos 22 estrangeiros foram mortos, incluindo vítimas da Alemanha, Japão, Canadá, Austrália, Itália, Cingapura, Tailândia, França e Grã-Bretanha.

Um grupo até então desconhecido, o Deccan Mujahedin, reivindicou a autoria dos ataques - os piores na capital comercial da Índia desde que 200 pessoas foram mortas em uma série de explosões em 2006.

Porém, a maioria das autoridades de inteligência estão atentas para a possibilidade de outros responsáveis, já que existem várias informações contraditórias, segundo o especialista em segurança da BBC, Frank Gardner.

Dos 10 atiradores que a polícia acredita terem realizado os ataques, nove foram mortos e um foi capturado, de acordo com o ministro do estado de Maharshta, Vilasrao Deshmukh.

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, realiza encontros de emergência com suas forças armadas e seus chefes de inteligência para discutir os ataques em Mumbai.

Singh já disse que acredita que um grupo baseado fora da Índia estaria por trás dos ataques e políticos indianos dizem que o único atirador capturado com vida é paquistanês.

O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, prometeu agir duramente se receber qualquer prova de envolvimento de grupos ou indivíduos paquistaneses nos atentados. O ministro do Exterior paquistanês, Shah Mahmood Qureshi classificou os ataques de "bárbaros".

O Paquistão voltou atrás na decisão de enviar o chefe da inteligência do país à Índia para ajudar nas investigações após receber críticas dentro do país e vai enviar um representante de um posto mais baixo.

Leia também

Leia mais sobre Mumbai

    Leia tudo sobre: mumbai

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG