Ministro diz que próximo objetivo de Israel deve ser matar líder do Hamas

JERUSALÉM - O ministro de Construção e Habitação israelense, Zeev Boim, disse nesta quarta-feira à rádio do Exército israelense que o próximo objetivo de seu país deve ser matar o primeiro-ministro palestino do governo do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh, para conter os disparos de foguetes.

EFE |

"O objetivo deve ser Haniyeh (...) se quisermos parar o fogo de foguetes. Enquanto o Hamas governar em Gaza e continuar praticando o terrorismo dali, não só contra Israel, mas também contra a população civil da Faixa de Gaza, os foguetes continuarão atingindo Israel", disse Boim.

Segundo o ministro israelense, a execução de Haniyeh poderia gerar uma reação semelhante à que ocorreu depois do assassinato de xeque Ahmed Yassin, líder e mentor espiritual do movimento islâmico, em 2004.

A morte de Yassim, em um ataque aéreo israelense em Gaza, provocou severas críticas a Israel pela comunidade internacional, e abriu um período de confusão, disse Boim.

O ex-chefe das Forças Armadas de Israel Moshe Yaalon criticou Boim por suas declarações. "Temos muitas opções. Eu, no lugar de Boim, não as traria perante a apuração pública", disse Yaalon à emissora.

O ministro dos Transportes israelense, Shaul Mofaz, também ex-chefe do Estado-Maior e ex-titular da Defesa, ameaçou assassinar Haniyeh e outros líderes do Hamas no início da campanha eleitoral do pleito que acontecerá na próxima terça-feira.

Representante do partido governante Kadima, Mofaz disse no mês passado, em um ato em Sderot, que, enquanto o soldado israelense Gilad Shalit não ver a luz do dia, Haniyeh "também não verá", e ameaçou o líder do Hamas em seguir o mesmo caminho de seus antecessores, o xeque Yassin e Abdel Aziz Rantissi, executados por Israel.

Shalit está nas mãos de milicianos palestinos desde que foi capturado, em junho de 2006, em um ataque com a participação do braço armado do Hamas, quando se encontrava em uma base israelense perto da fronteira com Gaza.

Novo assentamento judaico

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, aprovou a construção de um novo assentamento judaico na Cisjordânia em compensação a colonos pela desocupação de outro acampamento ilegal nesse território palestino , segundo informa o jornal  "Ha'aretz".

A nova colônia terá 250 casas e receberá os colonos do enclave de Migrón, construído em terrenos privados palestinos. Segundo o diário, os colonos chegaram a um acordo com o ministro da Defesa israelense para abandonar essa colônia, onde residem 45 famílias.

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