Ministro diz que premier belga pensou em renunciar

Bruxelas, 19 dez (EFE).- O ministro das Finanças belga, Didier Reynders, revelou hoje à rádio pública RTBF que o chefe de Governo, Yves Leterme, pensou em renunciar, após ter sido acusado de tentar frear uma sentença desfavorável sobre a venda do banco Fortis.

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"Ele mencionou em várias ocasiões, como o ministro da Justiça (Jo Vandeurzen) mencionou a sua", reconheceu Reynders, que precisou, por outro lado, que Leterme não pediu a ele mesmo que deixasse o cargo nas Finanças.

A nova crise que afeta o Governo gerou uma carta do presidente do Tribunal de Cassação, divulgada ontem, na qual denunciava as pressões do Executivo sobre o Tribunal de Apelação de Bruxelas que deteve a venda dos ativos belgas do grupo Fortis ao banco francês BNP Paribas.

O ministro das Finanças reconheceu que a carta "incomodou todo mundo", mas que nela se anunciava um próximo relatório da Corte de Cassação que pode esclarecer melhor o caso.

A polêmica começou quando o Tribunal de Apelação decidiu, em 12 de dezembro, suspender as decisões que, no início de outubro, levaram à separação dos ativos do Fortis na Holanda e à venda do BNP Paribas da maioria de seus ativos restantes na Bélgica e em Luxemburgo.

Após o anúncio da decisão, que representa um forte revés para o Governo, foram divulgadas várias informações sobre contatos entre o chefe de gabinete do primeiro-ministro e o marido da juíza encarregada do caso.

O próprio Leterme reconheceu esses contatos e ontem se soube que outro membro do gabinete do primeiro-ministro enviou um e-mail ameaçante o promotor encarregado do caso. EFE mrn/rr

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