Ministro diz que Praga assinará este mês acordo sobre sistema antimísseis

Baku, 4 jul (EFE).- O ministro de Exteriores tcheco, Karel Schwarzenberg, afirmou hoje que Praga assinará com Washington, no final deste mês, o acordo para instalar na República Tcheca o radar que fará parte do sistema antimísseis americano.

EFE |

"No final de julho, assinaremos com os Estados Unidos o acordo sobre o sistema intercontinental de defesa no marco do escudo antimísseis", disse Schwarzenberg, em entrevista coletiva na capital do Azerbaijão, Baku.

O ministro ressaltou que o posicionamento de elementos do escudo em território tcheco "é um assunto muito importante para a Europa, pois alguns países possuem mísseis com grande alcance".

"Atualmente, o problema do escudo pode não parecer tão importante, mas no futuro muitos países se dotarão de tais mísseis, o que representará um grande perigo para a paz. Por isso, a República Tcheca decidiu participar do sistema de defesa antimísseis", disse.

Schwarzenberg reconhecera anteriormente que a ratificação do acordo não estava assegurada no Parlamento, onde o Governo de centro-direita de Mirek Topolanek tem somente metade de cadeiras.

Os EUA pretendem instalar o radar na República Tcheca e dez foguetes interceptores na Polônia para neutralizar possíveis ataques com mísseis que possam provir de algum dos países considerados membros do chamado "Eixo do Mal", fundamentalmente do Irã.

Por sua parte, o presidente polonês, Lech Kaczynski, garantiu, na terça-feira passada, que Varsóvia e Washington chegariam a um acordo, possivelmente ainda este mês, sobre o sistema de defesa antimísseis.

"Tudo terminará como deve terminar. Acertaremos as condições que nos convenham sobre o sistema de defesa antimísseis e assinaremos o documento", disse Kaczynski, que não descartou a possibilidade de que o compromisso seja firmado durante a visita que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, fará a Varsóvia e Praga, entre os dias 8 e 10 de julho.

No entanto, o ministro da Defesa polonês, Bogdan Kilch, desmentiu ontem rumores que davam conta de um "acordo provisório", e assegurou que continuam as negociações, nas quais Varsóvia exige uma assistência militar maior à oferecida por Washington.

Os planos dos EUA se chocam com a rejeição da Rússia, que estima que o posicionamento do escudo antimísseis no Leste Europeu é uma ameaça direta à sua segurança nacional, e advertiu que apontará mísseis nucleares aos países que aceitarem abrigar essas instalações. EFE fg/gs

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