Assunção, 15 jan (EFE).- O ministro do Interior do Paraguai, Rafael Filizzola, confirmou hoje que seu país protege os colonos e fazendeiros brasileiros de eventuais ocupações de suas fazendas por parte de grupos de sem-terra.

Filizzola afirmou após a reunião que teve com o presidente paraguaio, Fernando Lugo, na sede de Governo em Assunção, que seu país garante o direito à propriedade particular dos paraguaios e dos estrangeiros que residem no país.

O ministro se expressou nestes termos em alusão ao comunicado que emitiu a Presidência na última segunda em resposta ao conteúdo de um relatório apresentado em dezembro passado ao Congresso brasileiro pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, no qual expressava sua preocupação pela segurança dos brasileiros que moram no Paraguai.

A situação do grupo conhecido como "brasiguaio" se agravou desde 2004 e, apesar de depois ter se observado "certa distensão", o problema tomou nova força "após a eleição do presidente Lugo", no dia 20 de abril, segundo a carta atribuída a Amorim pela imprensa brasileira e reproduzida pela imprensa do Paraguai.

Neste sentido, Filizzola exortou o chanceler brasileiro a divulgar as provas que confirmam estas declarações e disse que Amorim só se expressou em termos gerais e que não citou um caso em particular.

Calcula-se que cerca de 300.000 brasileiros, muitos deles com grandes fazendas, vivem no Paraguai ao longo da extensa linha fronteiriça com seu país.

A maior parte se dedica ao cultivo de soja, principal fonte de divisas do Paraguai.

Em várias regiões agrícolas do país, centenas de sem-terra permanecem acampados ao redor das fazendas sob ameaça de ocupá-las se o Governo não atender a suas exigências de acesso a terrenos. EFE rg/fal

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.