Ministro diz que opositores pagaram testemunhas para incriminar Uribe

Bogotá, 28 ago (EFE) - O ministro do Interior e Justiça da Colômbia, Fabio Valencia Cossio, acusou os senadores opositores Piedad Córdoba e Gustavo Petro de pagar testemunhas para acusar o presidente do país, Álvaro Uribe, de massacres cometidos por paramilitares de direita.

EFE |

Segundo informaram canais de televisão e rádio, Valencia Cossio fez a acusação e apresentou documentos que supostamente a ratificam em um debate sobre a reforma judicial proposta pelo Executivo que terminou no começo da manhã de hoje.

O ministro afirmou que, segundo uma testemunha, Petro pagou de sua conta bancária pessoas que acusaram o líder de ter envolvimento no massacre de 15 camponeses ocorrido em 1997 em El Aro, localidade do departamento de Antioquia, do qual Uribe era governador.

O ministro disse que uma testemunha, a qual identificou como o ex-paramilitar Libardo Duarte, declarou em abril que os senadores Gustavo Petro e Piedad Córdoba "ofereceram dinheiro em troca de envolver o presidente da República no massacre de El Aro".

"Este dinheiro era para que fosse ao Congresso e dissesse coisas não exatas sobre o senhor Presidente e devido a isto é que desejo esclarecer a verdade perante a comunidade nacional e internacional", manifestou Duarte segundo a declaração apresentada pelo ministro.

Petro pertence ao grupo de esquerda Pólo Democrático e Córdoba, ao Partido Liberal, setores de oposição ao Governo de Uribe.

No mesmo debate, Petro afirmou que o ministro está "inabilitado" a impulsionar o projeto de reforma judicial, já que seu irmão, Guillermo León Valencia Cossio, foi cassado há duas semanas de um cargo na Promotoria, depois de virem a público gravações sobre conversas telefônicas com pessoas próximas a narcotraficantes.

Segundo o senador Petro, a Promotoria está infiltrada pelo "poder mafioso" em várias regiões e os cargos são divididos a políticos.

Por sua vez, a senadora Piedad Córdoba, que mediou, no ano passado, junto com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para a libertação de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), negou as acusações do ministro.

Ela afirmou que o Governo tenta desviar a atenção do escândalo gerado com a detenção de 30 políticos governistas por ligações com paramilitares.

"Independentemente da minha posição política e de contradição, eu seria incapaz de fazer uma coisa dessas", declarou hoje a legisladora à emissora "La W" e acrescentou que não tem dinheiro para pagar testemunhas. EFE gta/db

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