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Ministro diz que o Egito nunca ajudará Hamas a ter um Exército

Cairo, 12 jan (EFE).- O ministro egípcio de Relações Exteriores, Ahmed Aboul Gheit, negou hoje que os túneis clandestinos entre Egito e Gaza estejam ajudando o Hamas a ter um Exército e afirmou que esta facção nunca terá um Exército.

EFE |

Ao todo, se calcula que haja cerca de 300 túneis clandestinos que até há pouco serviam a Gaza para conseguir provisões e burlar o bloqueio imposto por Israel há um ano e meio, quando Hamas tomou pelas armas o controle da faixa.

A operação militar lançada por Israel em 27 de dezembro passado inclui o bombardeio das áreas onde se encontram esses túneis, a fim de evitar que o Hamas se abasteça de armamento, afirma Jerusalém.

"Quem viver no Egito sabe que o Hamas nunca terá um Exército e que o Egito não vai ajudar o Hamas a fazer esse Exército", afirmou Gheit em entrevista coletiva que compartilhou hoje com seu colega espanhol, Miguel Ángel Moratinos, de viagem pelo Oriente Médio.

Gheit insistiu em dizer que esses túneis têm "papel humanitário" para os palestinos de Gaza poderem burlar parcialmente o bloqueio, embora, seu próprio Governo também mantenha fechada a fronteira da faixa.

Ele apontou ainda a possibilidade de que o Hamas esteja conseguindo armas por mar.

Em suas declarações, o ministro egípcio insistiu na necessidade de que haja um cessar-fogo "imediato" em Gaza, onde morreram mais de 800 pessoas, desde que a faixa começou a ser atacada militarmente por Israel, em retaliação ao lançamento de foguetes contra o seu território por facções palestinas.

Em referência às eleições israelenses de 10 de fevereiro próximo, Gheit disse que, com sua ofensiva armada, os dirigentes israelenses não vão tirar proveito político.

"Aqueles que pensam em uma campanha ou em um sucesso eleitoral vão sofrer muito se acham que se podem beneficiar com o sangue palestino", insistiu.

Também opinou que "Israel não vai conseguir seu objetivo" porque não vai haver uma solução militar em Gaza.

O Egito apresentou em 6 de janeiro uma iniciativa para um cessar-fogo em Gaza, mas a proposta foi rejeitada pelo Hamas, que fixou uma série de condições para negociar uma trégua.

No entanto, as negociações estão abertas e representantes egípcios seguem conversando com autoridades israelenses, por um lado, e também com representantes do Hamas, pelo outro. EFE ag/jp

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