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Ministro diz que Israel vai até o fim em guerra contra Hamas

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse nesta segunda-feira que seu país vai travar uma guerra até as últimas conseqüências contra o grupo militante palestino Hamas e seus aliados na Faixa de Gaza. Nós queremos paz, e estendemos a mão mais de uma vez ao povo palestino, afirmou Barak. Não temos nada contra o povo de Gaza, mas temos uma guerra até o amargo fim contra o Hamas e suas extensões.

BBC Brasil |


O governo israelense acusa o Hamas e outros grupos militantes palestinos presentes na Faixa de Gaza de lançar ataques com foguetes contra o sul de Israel. As autoridades israelenses apontam esses ataques como o motivo que causou o início da ofensiva.

O governo de Israel alega ainda que está fazendo o possível para minimizar o número de vítimas civis nos ataques.

"Nós estamos lutando, mas não evitando o envio de ajuda humanitária para os cidadãos (de Gaza)", disse Barak. "Além disso, determinei que seja permitida a entrada de quanta ajuda for necessária, e é isso que faremos."

Alvos

Nesta segunda-feira, pelo terceiro dia consecutivo, aviões israelenses bombardearam alvos considerados chave para o Hamas na Faixa de Gaza.

Os mais recentes ataques atingiram o prédio do Ministério do Interior e a Universidade Islâmica, um símbolo do movimento político palestino que domina o território desde 2007.

Segundo o correspondente da BBC em Gaza, Rushdi Abualouf, as chances de o ataque ter deixado vítimas são pequenas, já que a universidade foi evacuada desde o início das operações israelenses porque o Hamas já esperava uma possível ofensiva no local.

Outras repartições públicas e túneis que ligam o território palestino ao Egito também foram atingidos nos ataques iniciados no último sábado. Os palestinos usam essas rotas para levar comida e outros suprimentos do Egito - inclusive armas, segundo Israel.

Criança ferida chega nos braços do pai ao hospital Shifa, na Faixa de Gaza / AP

Médicos palestinos dizem que cerca de 315 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridos nos ataques. Representantes da ONU que visitaram centros médicos na Faixa de Gaza disseram que 56 dos mortos são civis.

No sul de Israel, na cidade de Ashkelon, pelo menos uma pessoa morreu nesta segunda-feira na explosão de foguetes lançados por militantes palestinos.

Pressão

Forças terrestres israelenses estão se agrupando na fronteira com Gaza, e o governo de Israel declarou "zona militar fechada" em áreas ao redor do território palestino.

De acordo com o governo israelense, a medida foi tomada devido ao risco de ataques palestinos com foguetes contra alvos israelenses na região em retaliação contra a ofensiva em Gaza. Israel alega que mais de 110 foguetes foram lançados do território desde o último sábado.

A decisão de fechar a região ao redor da Faixa de Gaza, a convocação de 6,5 mil reservistas e a movimentação de tropas na fronteira são sinais de que uma operação terrestre está sendo preparada por Israel.

A ofensiva militar começou no sábado, menos de uma semana depois do fim de um acordo de cessar-fogo de seis meses com o Hamas.

Israel bombardeou todas as principais cidades da Faixa de Gaza, inclusive a Cidade de Gaza, no norte do território, e Khan Younis e Rafah, no sul.

Mais de 210 alvos foram atingidos nas primeiras 24 horas do que Israel diz que pode ser uma longa operação militar.

Segundo analistas, sábado foi o dia em que foram registradas mais mortes na Faixa de Gaza desde a ocupação israelense do território em 1967, embora não exista uma confirmação independente do número de mortos.

A maioria, contudo, seria formada por policiais a serviço do Hamas, inclusive o chefe da polícia local. Mas relatos indicam que mulheres e crianças também foram mortas.

Conselho de Segurança

Em vários países do mundo islâmico, incluindo Síria, Iraque, Jordânia e Líbano, protestos estão sendo realizados contra a ofensiva.

AP

Milhares de libaneses protestam contra os ataques de Israel na Faixa de Gaza

Milhares de libaneses protestam contra os ataques de Israel na Faixa de Gaza


Em Teerã, autoridades iranianas se juntaram aos protestos para pedir que, nas palavras dos manifestantes, Israel "seja eliminado do mapa".

O líder exilado do Hamas, Khaled Meshaal, pediu uma nova intifada (ou levante) contra Israel.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas seguiu o exemplo da comunidade internacional e pediu o fim da violência entre Israel e o Hamas.

Os Estados Unidos, o maior aliado de Israel no órgão, disse que cabe ao Hamas parar com o lançamento de foguetes em território israelense.

Na Grã-Bretanha, o ministro do Exterior, David Miliband, descreveu a situação em Gaza como "perigosa" e disse que este é um "momento sombrio" para o Oriente Médio.

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