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Ministro diz que França está em recessão

A França, a segunda maior economia da zona euro, deverá manter a tendência de queda no PIB - de 0,3% no segundo trimestre - no terceiro e quatro trimestres deste ano, segundo previsões anunciadas nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos da França (Insee). Segundo as estimativas, o recuo do PIB deve ser de 0,1% nos dois trimestres.

BBC Brasil |

"O risco de um crescimento negativo em dois trimestres consecutivos é agora real", admitiu a ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, que evitou, no entanto, pronunciar a palavra "recessão".

Tecnicamente, a recessão ocorre quando há queda do PIB por pelo menos dois trimestres consecutivos.

'Recessão'
Como os números do terceiro trimestre, encerrado em setembro, ainda não foram oficialmente anunciados, o governo se recusou durante toda a manhã a dizer que a França está em recessão.

Apesar disso, o ministro do Orçamento, Eric Woerth, reconheceu na tarde desta sexta-feira que a França "está em recessão técnica" após vários membros do governo terem utilizados frases como "fraquíssimo crescimento" e "redução ou perda de crescimento".

O próprio Woerth havia se recusado, inicialmente, a admitir que a França estaria em recessão, argumentando que há a definição técnica e "a realidade" e que o PIB francês deve crescer 1% neste ano.

A ministra da Economia chegou a dizer que "saber se trata-se ou não de uma recessão não é o mais importante, mas sim criar medidas para desenvolver a atividade (econômica)".

Para Lagarde, os índices negativos são causados pela agravação da crise financeira e pelo aumento dos preços da energia.

Causas
O Insee reduziu suas previsões em relação ao crescimento econômico da França de 1,6% para somente 0,9% neste ano. O instituto estima que o PIB da zona euro deverá crescer apenas 1,1% em 2008 em vez do aumento de 1,6%, estimado anteriormente.

Para o Insee, a queda do PIB na França pode ser explicada pela diminuição do poder de compra da população, que deve registrar redução de 0,4% neste segundo semestre, além das maiores restrições ao crédito devido à crise financeira internacional.

Não é apenas a demanda interna que caiu. As exportações francesas também estão sendo afetadas pela desaceleração econômica mundial.

O déficit do comércio exterior francês vem batendo recordes e deve atingir 50 bilhões de euros neste ano.

De acordo com uma pesquisa divulgada nesta sexta pelo jornal francês Le Figaro, 86% dos franceses estimam que a crise financeira mundial afetará o nível de desemprego no país, que já registrou em agosto alta de 2,2% - o pior índice dos últimos 15 anos.

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