Berlim, 21 out (EFE).- O ministro da Defesa da Alemanha, Franz Josef Jung, descartou hoje a retirada das forças alemãs do Afeganistão, depois que dois soldados morreram na segunda-feira, junto com cinco crianças afegãs, em um atentado suicida.

"Uma retirada seria um grave erro", disse Jung, para quem retirar os soldados ajudaria a fortalecer os talibãs e, em conseqüência, o terrorismo internacional, o que iria em detrimento da segurança e da estabilidade na Alemanha.

O ministro reiterou o compromisso do Governo da chanceler alemã, Angela Merkel, com a reconstrução do Afeganistão, e destacou que a Alemanha formará a 7,5 mil soldados afegãos no ano que vem.

"Devemos admitir que a situação de perigo em Kunduz se intensificou até um ponto que agora existe um risco para a vida de nossos soldados", afirmou.

O atentado de ontem causou a morte de dois soldados alemães, de 25 e 22 anos, e outros dois ficaram feridos, um deles em estado grave, que deve chegar à Alemanha amanhã para atendimento médico.

O quarto soldado, cujos ferimentos não são graves, e uma sexta criança, que ficou gravemente ferida, mas se encontra estável, são tratados nas dependências médicas do Exército alemão em Kunduz.

Jung admitiu que, diante desse tipo de atentado suicida, sobre os quais não se tem informação prévia, os soldados estão "um pouco indefesos". EFE nvm/an

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