Ministro descarta criar comitê para fiscalizar eleições no Irã

Teerã, 15 abr (EFE).- O ministro do Interior iraniano, Sadeq Mahsouli, ignorou os apelos dos candidatos reformistas e rejeitou a formação de um comitê eleitoral para supervisionar as eleições presidenciais de 12 de junho.

EFE |

Mahsouli, um dos principais colaboradores do atual líder, o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, disse que, em sua opinião, o comitê é desnecessário.

"O Ministério do Interior acredita que as eleições serão limpas e justas. Medidas como a formação de um comitê de proteção do voto só fariam com que a população ficasse longe das urnas", afirmou o ministro, citado pela imprensa local.

Apesar de a campanha eleitoral ainda não ter começado, e de sequer o nome dos candidatos à Presidência ter sido divulgado, alguns dos aspirantes com mais possibilidades exigiram um comitê de supervisão, formado por representantes de todos os partidos.

A medida foi qualificada de "ilegal" pelo presidente da seção eleitoral iraniana, Kamran Daneshjou, já que, para ele, "só o Ministério do Interior tem a responsabilidade de vigiar a votação, sob o atento olhar do Conselho de Guardiães", organismo encarregado de supervisionar o cumprimento da Constituição.

Os candidatos que defendem o comitê afirmam que não entra em conflito com a Carta Magna, e que somente evitaria irregularidades.

Até o momento, só o ex-primeiro-ministro iraniano Mir-Hossein Mousavi e o ex-presidente do Parlamento Mehdi Karroubi, ambos reformistas, expressaram oficialmente desejo de participar do pleito.

Ahmadinejad buscará a reeleição como candidato independente, afirmou hoje um dos principais colaboradores do presidente. EFE jm/db

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