Ministro de Exteriores francês vai relançar gestão a favor de reféns das Farc

Paris, 27 abr (EFE).- O ministro francês de Exteriores, Bernard Kouchner, tentará relançar as gestões a favor da libertação dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), incluindo a franco-colombiana Ingrid Betancourt, durante a viagem que iniciará nesta segunda-feira por Colômbia, Equador e Venezuela.

EFE |

Três semanas depois que as Farc se negaram a receber a missão humanitária enviada à Colômbia por França, Espanha e Suíça, para tentar prestar atendimento médio a Ingrid Betancourt, a viagem mostra a determinação da França em fazer tudo que for possível para obter êxito nessa complexa missão.

O chanceler também tentará reatar o diálogo entre a Colômbia e seus dois vizinhos, após a grave crise suscitada pela operação militar colombiana em território equatoriano no dia 1º de março na qual morreu o número dois das Farc, "Raúl Reyes", principal interlocutor dos emissários europeus nas gestões a favor de um acordo humanitário.

A viagem de Kouchner foi anunciada na noite de sexta-feira passada, um dia depois que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que não retrocederá em seus esforços para conseguir a libertação de Betancourt, que "vive um martírio".

A França também tem defendido que Hugo Chávez, presidente da Venezuela, volte a tentar negociar um acordo com o grupo rebelde.

Amanhã, em Bogotá, o chefe da diplomacia francesa se reunirá com o presidente Álvaro Uribe e seu ministro de Exteriores, Fernando Araújo. Também está previsto que se encontre com Luis Eladio Pérez, um dos quatro reféns libertados pelas Farc em fevereiro deste ano.

Na terça-feira, em Quito, Kouchner se reunirá com o presidente do Equador, Rafael Correa, e sua ministra de Exteriores, María Isabel Salvador, antes de concluir a viagem na quarta-feira em Caracas, onde será recebido pelo presidente Chávez.

De acordo com seu departamento, Kouchner ainda defenderá, nas três capitais, a necessidade de existir "relações de confiança" entre os países envolvidos na questão.

Ontem, o governador do estado americano do Novo México, o democrata Bill Richardson, se declarou "otimista" sobre a possibilidade de reavivar as gestões para um acordo humanitário na Colômbia, após se reunir com o líder venezuelano em Caracas.

Embora Uribe tenha voltado a descartar na sexta-feira passada a possibilidade de Chávez retomar o trabalho como mediador, sabe-se que sua mediação colaborou para as liberações unilaterais de reféns, ocorridas em janeiro e fevereiro deste ano.

"É indiscutível que Chávez deve desempenhar um papel determinante (nas negociações para troca humanitária)", disse hoje à Agência Efe o ex-marido de Betancourt e pai de seus dois filhos, Fabrice Delloye.

"A missão de Kouchner é extremamente difícil, mas também está cheia de esperança", disse Delloye.

"É hora de tirar os reféns de onde estão. O presidente Uribe deve entender que tudo que for feito no sentido de permitir a saída dos seqüestrados será visto pela comunidade internacional como um gesto de grandeza por sua parte", concluiu. EFE al/fb

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