Berlim, 5 set (EFE).- O ministro da Defesa da Alemanha, Franz-Josef Jung, justificou o bombardeio ordenado por forças alemãs contra dois caminhões-pipa no Afeganistão, que causou na sexta-feira dezenas de mortos.

Em declarações para o jornal "Badischen Neuesten Nachrichten", Jung ressalta que o bombardeio teve como objetivo proteger às tropas alemãs que perseguiam os talibãs que se tinham apoderado dos dois caminhões, que podiam haver sido utilizados em atentados.

"Exatamente na região de Kunduz a situação é crítica", assegura o ministro, que comenta que os talibãs são inimigos brutais, mas também inteligentes, por sua vez adverte sobre a possibilidade de atentados contra as forças alemãs na região mas setentrional do Afeganistão.

Jung afirma também que as tropas alemãs não se encontram em guerra no Afeganistão e considera que "essa palavra não é a adequada, já que guerra significa destruição. O Bundeswehr (Exército federal) se encontra no Afeganistão em missão estabilizadora que nada tem a ver com guerra".

Por sua parte, o presidente da associação alemã de militares, Ulrich Kirsch, solicitou maior apoio popular para a missão alemã no Afeganistão e qualificou de injusto que os soldados arrisquem sua vida naquele país e tenham que justificar seu trabalho na Alemanha.

Em declarações ao dominical "Rheinpfalz am Sonntag" adiantadas hoje, Kirsch acusa aos políticos de minimizar as operações do Bundeswehr no estrangeiro e, embora o Afeganistão em sua totalidade não é um país em guerra, os soldados germânicos se veem envolvidos com frequência em combates.

O Ministério alemão de Defesa sustentou ontem que no bombardeio das tropas germânicas da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) não se produziram "presumivelmente" vítimas civis e que na ação morreram mas de 50 insurgentes.

"Terceiras pessoas não sofreram danos, segundo nossas atuais informações", afirmou um porta-voz ministerial, que ressaltou que a proteção da população civil tem absoluta prioridade para o Exército Federal nas operações militares da Isaf no Afeganistão. EFE jcb/fk

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